A Colômbia terminou as eliminatórias para a última Copa do Mundo na sétima colocação, apenas um ponto atrás da seleção uruguaia, a classificada para a respescagem contra Costa Rica. A partida-chave para a eliminação foi a derrota, em casa, para o Chile por 4 a 2. Mas a marca registrada do escrete colombiano foi a irregularidade: após um bom começo, o time conseguiu ficar cinco partidas sem marcar gols, faturando apenas dois dos quinze pontos em disputa neste período. Assim como jogaram bem as duas partidas contra Brasil e Argentina, perderam pontos importantes em empates com Peru, Bolívia e uma derrota para a Venezuela, os fiéis da balança das eliminatórias sul-americanas.

O time convocado por Hernán Darío Gómez não é fraco. O atacante Falcão García, autor de 16 gols com o campeão português Porto, é um dos destaques. Freddy Guarín, também portista, é outro jogador digno de atenção. O meia costuma complicar a vida dos goleiros com seus potentes chutes de fora da área. E tem mais gente boa de bola à disposição de "Bolillo" Gómez, como o lateral-esquerdo Armero, ex-palmeiras e agora titular da Udinese-ITA, onde tem a companhia de Cristian Zapata, constantemente utilizado pelos "Bianconeri" de Udine. Também na terra da bota jogam o zagueirão Mário Yepes, campeão da "Lega Calcio" com o Milan, e o lateral Walter Zúñiga, do Napoli. Ainda falando da defesa, vale destacar o Perea, lateral/zagueiro do Altético de Madrid, e o bom goleiro David Ospina, do francês Nice. Elkin Soto, titular da supresa alemã Mainz, acompanha Guarín no meio-campo.
Mas é justamente no ataque, a grande dor de cabeça das eliminatórias, que reside o melhor do futebol colombiano atualmente. Os "Cafeteros" contam com mais três homens-gol como opções ao lado de Falcão García: Hugo Rodallega, artilheiro do inglês Wigan na última temporada; Teófilo Gutiérrez, goleador do Clausura argentino pelo Racing; Adrián Ramos, o matador do Hertha Berlim campeão da segunda divisão alemã, com 15 gols. A seca de cinco jogos sem marcar nas elminatórias não deve se repetir.
"Bolillo" Gómez tem até a estreia, dia 2 de junho contra a Costa Rica, para aliar a qualidade de todos estes jogadores à necessária competitividade para disputar o título. Além dos caribenhos, a Colômbia ainda mede forças com a anfitriã Argentina e a fraquíssima seleção boliviana, que longe de La Paz não mete medo em ninguém, em busca de uma vaga nas quartas-de-final. A Colômbia já ganhou a Copa América em 2001, quando sediou o torneio.
Vale ficar de olho.
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