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segunda-feira, 27 de junho de 2011

Abusaram do direito de vacilar


O rebaixamento do maior campeão argentino não deve ser posto na conta daqueles onze jogadores de ontem, não. Sabe-se que o sistema de rebaixamento na Argentina se baseia numa média das seis últimas campanhas das equipes para decidir o rebaixado diretamente e as outras duas equipes que disputarão a "promoción" contra o segundo e o terceiro colocados da segunda divisão. Os atletas que saíram de campo manchados no último domingo não fizeram campanha tão ruim: o 9° lugar que sacramentou a disputa da "promoción" foi a terceira melhor das seis últimas campanhas dos "Millionários". A fatídica série começou com a lanterna (20º lugar) no Apertura 2008; no Clausura 2009, um 8º lugar deu a impressão de que logo o clube se recuperaria. Mas no segundo semestre, na disputa do Apertura, a 14ª posição jogou por terra o ânimo dos mais otimistas.

O ano de 2010 começou com um 13º lugar, reforçando o risco de rebaixamento.Veio o Apertura, abrindo a temporada decisiva. O River teria mais dois campeonatos para escapar ou cair. Até que os jogadores entenderam bem o recado, garantindo um aliviante 4° lugar. O fantasma parecia ficar mais distante.

Para escapar da degola, o corpo técnico calculava ser necessário manter o quarto lugar do Apertura. A equipe começou bem, somando 22 pontos até a 12ª rodada, quando ocupava a 2ªcolocação. Podia-se pensar até em título! Faltavam mais sete rodadas para torcida e clube largarem o fardo do descenso, bastava manter a boa campanha para todos respirarem aliviados.

Mas ninguém esperava ser aquela a última vitória do clube na temporada. Um a zero sobre o Racing, em Avellaneda, com um gol de pênalti de Mariano Pavone, o artilheiro do time. O mesmo Pavone que marcou o gol de empate no domingo e ,ironicamente, perdeu um pênalti. Sua seca de gols reflete a seca de futebol da equipe. Depois de Avellaneda, foram quatro empates (San Lorenzo, Olimpo, Colón e Estudiantes) e três derrotas, sendo duas em casa, para All Boys e Lanús, e a outra para o Boca Juniors em La Bombonera. Mais uma vez, o River abusava do direito de vacilar.

Time este que fora um hóspede muito agradável no Clausura. Das dez partidas disputadas em casa, ganhou três, empatou três e perdeu quatro. Somou 12 dos 30 pontos possíveis, um aproveitamento de 40%. Baixíssimo para quem luta contra o rebaixamento. Com um aproveitamento destes EM CASA, parecia clamar pela queda.

Ainda assim, não dá para culpar esses atletas. A queda foi reflexo de três temporadas de más administrações e rotineiras trocas de técnico (J. J. López fora antecedido por outros cinco), além de poucas contratações de qualidade. Não tem como explicar o último lugar no Apertura 2008 seis meses depois de se sagrar campeão do Clausura. , Cai um gigante, mas que já prepara o retorno comandado por um de seus jogadores mais influentes: Matias Almeyda deixará os gramados para assumir o posto de treinador do time. Capitão dentro de campo, será general fora dele. A inédita guerra da segundona já começou.

Que não abusem novamente do direito de vacilar.

domingo, 26 de junho de 2011

Já estava na hora, Ronaldinho. Mas ainda não é hora para aplausos não...

O jogo de ontem mostrou um Flamengo com cara de time grande. A pesar do futebolzinho bem razoável do primeiro tempo, a torcida pôde desfrutar de uma bela atuação coletiva, quatro gols e o mais interessante: a bela performance de Ronaldinho Gaúcho. Quem antes vaiou, agora aplaudiu, ovacionou o capitão e maior estrela do futebol rubro-negro. Dribles, passes precisos e um golaço: tudo o que os torcedores mais pediam apareceu no sábado. Resta ao dentuço manter esse nível até o final do campeonato...

Atuação semelhante já tivera na estreia contra o Avaí, provocando a euforia de torcedores e imprensa. Todos acreditavam ter o Gaúcho voltado a jogar algo próximo do seu grande futebol - o que já serve para fazer estragos Brasil afora. Mas...quatro atuações bem razoáveis, discretíssimas, como se Ronaldinho pouco se preocupasse com o futuro do time no campeonato, com suas atuações, com sua relação com a torcida. Via no Gaúcho um ar "blazer", alheio ao que passava em campo, pouco preocupado com as apáticas apresentações do escrete rubro-negro. Mas domingo passado, sua ficha caiu: substituído e (muito) vaiado, o craque (craque é craque, jogando bem ou mal) deve ter se tocado de sua importância para os rumos do Flamengo no campeonato; com certeza se incomodara também com as vaias da torcida, e algo como "não sou jogador para ouvir isso" ressoou em sua cabeça. Felizmente. O Ronaldinho da partida deste sábado armou jogadas, driblou os adversários e marcou um golaço, com marca de craque. Mostrou que quando quer jogar, não joga: dá aula de futebol.

Mas de nada vai adiantar jogar muito bem um jogo e cair de rendimento na sequencia. Faltam 32 rodadas para o título, e para alcançá-lo precisaremos de Ronaldinho em grande forma, com vontade de jogar bem. Nem que para isso seja necessário o torcedor continuar pegando no seu pé, cobrando atuações dignas do salário que recebe, da camisa que veste e da braçadeira a qual ostenta. Por isso, nação rubro-negra, sejamos comedidos com os elogios ao capita: talvez nossa indiferença alimente a fome do Ronaldinho pela bola.

Quanto mais faminto, melhor para a gente.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

A pesar do frio, Buenos Aires terá um domingo quente...

O Campeonato Argentino já acabou, mas um fato inédito pode marcar o Clausura 2011 mais que o título do Velez Sarsfield: o rebaixamento do todo-poderoso River Plate. O maior campeão argentino pode participar da divisão de acesso pela primeira vez em seus 110 anos de história. A ameaça se tornou ainda mais real ao ser derrotado por 2 a 0 na noite de ontem pelo Belgrano. A disputa da "Promoción" mostra a má administração do clube nos últimos três anos. Isso mesmo, foram necessários três anos de más campanhas para o River Plate chegar a essa situação. Dá para entender o porquê de torcedores tão indignados.

Abaixo, os gols do jogo:






Os torcedores, indignados, compareceram ao Hindú Club, onde jogadores e comissão técnica estão hospedados. Alguns invadiram o local, mas logo foram retirados pela polícia. Outros pediam a cabeça do técnico JJ López e do presidente Daniel Passarella. De um dos acessos ao clube, uma faixa com os dizeres "Matar o morrir" podia ser lida pelos atletas. Não só protestavam, como também entoavam cânticos de apoio, mostrando-se fiéis ao amado clube. Desespero, aflição, paixão. As palavras mais representativas dos torcedores.

As imagens do que passou no Hindú:

¡Con el corazón! | Olé | Diario Deportivo

Antes do jogo de ontem, o goleiro Olave, do Belgrano, setenciara: - Este time nasceu para grandes façanhas. Próximo domingo o Monumental de Nuñez estará lotado para presenciar o resguardo do maior clube do país, ou a tal façanha de Olavo e seus companheiros...

quarta-feira, 22 de junho de 2011

O Paraguai pós-ditadura numa ficção nem tão fictícia assim

Miss Ameriguá, do diretor chileno Luis Roberto Vera, é uma trama de ficção paraguaia rodada em 1994, 20 anos após a última pelicula deste tipo rodar no país.

O contexto é o de um Paraguai recém-ingressado na democracia após 35 anos da ditadura Stroessner, derrubado em 1989. A trama se passa no ano de 1994, um ano após o povo eleger seu presidente, algo que não ocorria desde 1811, ano da independência. Essa suposta democracia é o tema principal do filme.

A cidade fictícia de Ameriguá vive o dia da eleição de sua Miss. Uma típica cidade do interior, ainda assombrada pelos fantasmas da ditadura, representados pelo coronel Augusto, que não exerce cargos políticos mas age como fosse dono da cidade, com força suficiente para manipular a eleição da Miss. As principais candidatas são três: a filha do tal coronel, a namorada do filho do coronel e sua amante, uma filha de camponeses cujo pai foi assassinado por este mesmo coronel há 20 anos. Mas um acontecimento imprevisível aguarda os principais envolvidos na trama...

O coronel é assassinado na noite da eleição pelo irmão de sua amante , de volta à cidade para vingar a morte do pai. Naquele momento, já não mais importava o resultado da tão aguardada eleição, e sim a queda de um ditador disfarçadamente democrático. O povo de Ameriguá poderia sentir-se mais livre do que nunca, graças a um corajoso filho de sua terra.

As personagens são bem representativas não só de uma cidade do interior, mas de todo um Paraguai ainda sofrendo com as mazelas deixadas por Stroessner e seus seguidores. O coronel, dono de uma cidade, representa os donos do país, magnatas, corruptos e políticos de todo tipo. A democracia disfarçada, marcante na América Latina, sempre obediente aos interesses externos desde sua colonização. A amante do coronel, que se rende a seu poder sonhando com a coroa de miss, alude a uma população sonhadora com dias melhores para sua terra, com dias em que a justiça e a igualdade social farão parte não só do dicionário, mas também do cotidiano da população paraguaia. A imprensa manipulada, claro, não poderia ficar de fora. Quem a representa é um jovem rapaz, sonhador em fazer um jornal independente, mas no momento tendo de se contentar em escrever para o jornal do coronel, o único da cidade. Não pode faltar, claro, o herói. Evaristo, o assassino do coronel Augusto, é como alguém disposto a enfrentar o perigo de se lutar contra um sistema ameaçador.

Uma das cenas mais interessantes é o discurso do adido cultural japonês na abertura do concurso de Miss. Tem seu discurso trocado por alguns dos organizadores, e sem entender muito de espanhol cai direitinho na peça. Acaba discursando uma leve crítica contra o imperialismo norte-americano (o império das batatas-fritas, hambúrgueres e hollywood) e falando de um Paraguai disfarçadamente democrático. A cena representa a ira de alguns paraguaios conscientes de quem manda em seu país, e a manipulação do discursso mostra a necessidade de se utilizar truques para a expressão de opiniões que vão de encontro aos interesses dos poderosos.


Um filme que reprenta muito bem a história dentro de uma estória.

Ganhou quem tem mais bola

O duelo começou manchado com um abuso: não foi tocado o hino uruguaio, por qual motivo não se sabe. Ato irresponsável, mas que passou despercebido ao rolar a bola. O Santos atacava com alguma maleabilidade, mas com pouca eficiência. Ciscava, ciscava, porém o goleiro uruguaio só foi ameaçado por Elano, em um chute de fora da área e uma cobrança de falta. O Peñarol limitava-se a correr atrás da bola, com suas costumeiras aplicação tática e falta de técnica com a bola nos pés. Nada de diferente das outras atuações. Mais uma vez Martinuccio esteve apagado em campo, apagando toda a força ofensiva aurinegra, limitada a chutões para o ataque em busca do grandalhão Olivera. Esse foi o script do 1° tempo: equilíbrio entre o bom futebol santista e a boa marcação "carbonera".

Ao começar o segundo tempo, me perguntava se veria uma disputa parecida com a do primeiro tempo. Até então, os uruguaios obtinham êxito na tarefa de marcar os destaques santistas, principalmente Neymar. Com os principais jogadores marcados, havia espaço para um elemento surpresa. E ele não tardou a aparecer, na pessoa de Arouca. O discretíssimo volante recebeu passe de letra de Ganso e arrancou pelo meio, limpando dois marcadores e passando a bola açucarada para o chute de Neymar, no canto de Sosa. O gol de início alterava toda a estratégia de jogo dos uruguaios, agora obrigados a atacar. Mas esse não é o estilo de jogo do Peñarol, acostumado a jogar sempre nos contra-ataques. Assim chegaram à final, assim pretendiam disputá-la. Contudo precisavam buscar pelo menos o empate, então a única alternativa era atacar. Isso significava dar espaços para o Santos, que tentou, tentou, e conseguiu marcar o segundo gol em jogada individual do volante Danilo. Belo gol por sinal. Dois a zero, com 22 minutos de jogo. Acabou, certo?

Errado. Diego Aguirre ousou ainda mais nas alterações ao lançar Urretaviscaya e Estoyanoff, deixando ainda mais esposto o time. Era tudo ou nada. Não atacar seria entregar o titulo de bandeja para os paulistas. Mas atacar também significava sofrer com a força ofensiva do adversário nos contra-ataques. O jeito era ficar com a primeira opção, o que deu certo aos 34 minutos: passe de Urretaviscaya, cruzamento de Estoyanoff, gol contra de Durval. Acendiam as chamas da esperança "aurinegra". Zé Love e Neymar ainda tiveram a chance de matar o jogo, emocionante até o útlimo minuto. Cada bola alçada para a área santista rechaçada pela defesa era um alívio para o torcedor. Ao apito final, a tão esperada comemoração: Santos campeão da Libertadores quarenta e nove anos depois.

Mas ainda faltava mais uma coisa: brigar (literalmente) com os jogadores do Peñarol. Os incontidos uruguaios não engoliram a derrota e resolveram descontar na porrada. Felizmente, a festa não foi manchada pelo incidente, e o capitão Edu Dracena pode levantar a taça do tricampeonato santista após a intervenção da polícia por fim ao tumulto.

Que venha o Barcelona!

Jogaço em Córdoba. Mas lamento o horário

Em poucos minutos o River Plate salta ao campo do estádio , em Córdoba, para o primeiro dos dois confrontos contra o Belgrano para decidir quem disputará a primeira divisão argentina na próxima temporada. Um River Plate combalido por uma série de 7 jogos sem vitórias, contra um Belgrano empolgado com a chance de voltar à primeira divisão em cima da potência de Buenos Aires. "Este clube nasceu para grandes façanhas" - desafia o goleiro Juan Olave, do Belgrano. Façanha seria pouco caso a equipe de Córdoba exite em sua duríssima missão.

Os "Millionarios", por sua vez, jogam carregados de pressão. Não é mais do que obrigação a equipe da capital permanecer na elite. A meteorologia anunciou a probabilidade de chuvas em Córdoba, o que deixaria o campo pesado. De qualquer maneira, será um jogo interessantíssimo. Pena ser, exatamente, simultâneo à decisão da Libertadores.

Decisão por pênaltis hoje à noite

A partida desta quarta-feira é mais perigosa para o Santos do que o jogo de ida. Entenda: no Centenário, os santistas enfrentaram uma equipe fechada, mas que subia ao ataque constantemente e dava espaços para a equipe da Vila armar jogadas perigosas. Esta noite, a obrigação de atacar é TODA do Santos, e os uruguaios jogarão como mais lhes agrada: fechados na defesa, esperando um contra-ataque puxado pelo veloz e habilidoso Martinuccio, com o perigoso Olivera enfiado na grande área. O bom futebol do Santos pode não ser páreo para o consistente sistema defensivo dos "Carboneros", e esses insucessos no ataque darão espaços para o tal contra-ataque.

Por isso o peixe precisará de muito cuidado ao avançar, apesar de ter muito mais futebol que os "Aurinegros". A habilidade de Neymar pode ser fundamental não só por causa de seus dribles, mas também para concentrar a atenção dos adversários em sua figura, deixando espaço para chegadas de trás dos meias, principalmente Elano. Tem totais condições de sair com a vitória, é amplo favorito. Ainda por cima contam com a volta do craque Ganso, mais um motivo de preocupação para os uruguaios. Não à toa o técnico Muricy Ramalho se diz mais tranquilo para este jogo de volta, apesar de politicamente afirmar que não há nada ganho.

O técnico do Peñarol, por sua vez, reconheceu que seu time precisará dar algo a mais caso queira sair com a vitória. Diego Aguirre acredita que seu time deverá jogar uma partida "à la Penãrol", ou seja, contar com a mística de sua camisa pentacampeã da Libertadores, jogar com muita garra, precisã e contar um pouquinho com a sorte, elemento sempre presente ao longo da campanha dos uruguaios, vide as partidas contra Universidad Católica (quando venceram o jogo de ida por 2 a 0, com duas falhas clamorosas do goleiro) e nos jogos contra o Velez, quando os argentinos tiveram um gol legítimo mal anulado no jogo de ida, e na volta perderam um pênalti que provavelmente lhes daria a classificação. Será sorte de campeão?

Meu palpite: jogo duro, um gol para cada lado, decisão por pênaltis.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Olho nos "Cafeteros"

A euforia em torno da Copa América concentra-se nas seleções de Brasil e Argentina, dada a qualidade das equipes e os hermanos serem os anfitriões da competição, tendo a chance de reconquistar a taça depois de 19 anos. A seleção uruguaia, sensação da última Copa, também deve chamar a atenção do público. Pois faço, agora, um palpite arriscado: a surpesa desta Copa América será a seleção colombiana. Os "Cafeteros" têm fama de revelarem jogadores talentosos e fazerem boas campanhas nas competições de base, mas há um bom tempo não montam uma seleção profissional forte o bastante para fazerem frente às potências continentais.

A Colômbia terminou as eliminatórias para a última Copa do Mundo na sétima colocação, apenas um ponto atrás da seleção uruguaia, a classificada para a respescagem contra Costa Rica. A partida-chave para a eliminação foi a derrota, em casa, para o Chile por 4 a 2. Mas a marca registrada do escrete colombiano foi a irregularidade: após um bom começo, o time conseguiu ficar cinco partidas sem marcar gols, faturando apenas dois dos quinze pontos em disputa neste período. Assim como jogaram bem as duas partidas contra Brasil e Argentina, perderam pontos importantes em empates com Peru, Bolívia e uma derrota para a Venezuela, os fiéis da balança das eliminatórias sul-americanas.

O time convocado por Hernán Darío Gómez não é fraco. O atacante Falcão García, autor de 16 gols com o campeão português Porto, é um dos destaques. Freddy Guarín, também portista, é outro jogador digno de atenção. O meia costuma complicar a vida dos goleiros com seus potentes chutes de fora da área. E tem mais gente boa de bola à disposição de "Bolillo" Gómez, como o lateral-esquerdo Armero, ex-palmeiras e agora titular da Udinese-ITA, onde tem a companhia de Cristian Zapata, constantemente utilizado pelos "Bianconeri" de Udine. Também na terra da bota jogam o zagueirão Mário Yepes, campeão da "Lega Calcio" com o Milan, e o lateral Walter Zúñiga, do Napoli. Ainda falando da defesa, vale destacar o Perea, lateral/zagueiro do Altético de Madrid, e o bom goleiro David Ospina, do francês Nice. Elkin Soto, titular da supresa alemã Mainz, acompanha Guarín no meio-campo.

Mas é justamente no ataque, a grande dor de cabeça das eliminatórias, que reside o melhor do futebol colombiano atualmente. Os "Cafeteros" contam com mais três homens-gol como opções ao lado de Falcão García: Hugo Rodallega, artilheiro do inglês Wigan na última temporada; Teófilo Gutiérrez, goleador do Clausura argentino pelo Racing; Adrián Ramos, o matador do Hertha Berlim campeão da segunda divisão alemã, com 15 gols. A seca de cinco jogos sem marcar nas elminatórias não deve se repetir.

"Bolillo" Gómez tem até a estreia, dia 2 de junho contra a Costa Rica, para aliar a qualidade de todos estes jogadores à necessária competitividade para disputar o título. Além dos caribenhos, a Colômbia ainda mede forças com a anfitriã Argentina e a fraquíssima seleção boliviana, que longe de La Paz não mete medo em ninguém, em busca de uma vaga nas quartas-de-final. A Colômbia já ganhou a Copa América em 2001, quando sediou o torneio.

Vale ficar de olho.

domingo, 19 de junho de 2011

A roleta russa do Brasileirão

Cinco anos foi o tempo necessário para Alex Ferguson conquistar seu primeiro título como técnico do Manchester United. Resultado: já são 25 anos no comando dos Red Devils, com diversos títulos no currículo. Deram-lhe tempo, ele mostrou seu trabalho. Algo impensável aqui no Brasil, onde os treinadores são por muitas vezes contratados como feiticeiros, ou mágicos, obrigados a conseguir resultados imediatos caso pretendam permanecer no cargo. Situação pela qual passou o técnico Cuca no Cruzeiro.

Hoje finalista da Copa Libertadores, o técnico do Peñarol Diego Aguirre já qualificara o time celeste como "Barcelona da América do Sul", dado seu belo futebol no início da temporada na disputa do torneio continental. Foram quatro goleadas na primeira fase, contra Estudiantes (duas vezes), Tolima e Guarani do Paraguai. A melhor campanha da primeira fase. Nas oitavas-de-final, porém, a coisa desandou e o escrete celeste caiu diante do Once Caldas, em casa; a eliminação mais surpreendente do certame.

Claro, isso já serviu para desgastar bastante o técnico Cuca, mesmo com o clube passando feito um trator no Campeonato Mineiro, com várias outras goleadas até sagrar-se campeão contra o Atlético. Passadas cinco rodadas do Brasileirão, a raposa amarga a 18ª colocação, com três empates e duas derrotas. Saída precipitada do comandante, pois seu mérito na montagem da equipe vai mais uma vez por água abaixo por causa da pressão de torcedores e dirigentes. Surpresa seria se continuasse no cargo após o empate com o América no sábado.

Vai entregar de bandeja ao técnico Joel Santana uma equipe redondinha. Talvez o melhor futebol do Brasil, e certamente dos melhores elencos. Assim foi no Botafogo, quem não se lembra do "Carrossel Alvinegro"? Mas as eliminações da Copa do Brasil em 2007 e 2008, ambas nas semi-finais, e os dois vice-campeonatos cariocas contra o Flamengo só serviram para fritá-lo. Há tempos o Botafogo não jogava um futebol tão redondo, mas isso não foi levado em consideração pelos dirigente, a quem só interessam os títulos. Afinal, aumenta consideravelmente sua popularidade junto à torcida.

E o que dizer do ano retrasado, com o Fluminense? Quando todos rejeitavam o tricolor, arrumou o time rumo à permanência milagrosa na Série A. Bastou Muricy dar sopa no mercado, e mais um chute na bunda do "azarado" Cuca. Desta vez ele pediu demissão alegando não suportar a pressão que sofria com os acontecimentos na temporada. Acredito que faltou-lhe blindagem por parte da cúpula cruzeirense. Novidade seria o contrário...

Cuca infelizmente, está bem a cara de um "Mestre Cuca": tempera para os outros comerem. O Brasileirão, ao que parece, vai manter seu jeitão de "Big Brother dos Técnicos": a cada semana sai um. Desejo a Cuca sucesso em seu próximo trabalho, enquanto continuo com a incômoda pergunta: quando os dirigente vão aprender que planejamento vem antes da palavra resultado???

Flamengo em dívida mais uma vez. Ronaldinho, então...

Alguns afazerem me impediram de assistir aos quinze minutos iniciais de cada tempo. Acho que não perdi muita coisa. Os outros sessenta minutos por mim acompanhados mostraram um Flamengo pífio, sem cara de hexacampeão, sem sal, sem criatividade, sem ousadia. Claro que a injusta expulsão de Botinelli, ainda no primeiro tempo, contribuiu para (mais) essa atuação insossa do escrete rubro-negro. Só assustou o goleiro Jefferson em duas cobranças de falta de Renato, e num lançamento primoroso de Thiago Neves para Willians, na entrada da área. O cara errado na hora errada, pois nosso nobre volante, se é muito bom nos desarmes peca demais com a bola nos pés. Errou o domínio e ficou sem angulo para o chute. Nessas horas me pergunto: onde está o centroavante? Luxemburgo trocou no intervalo o apagado Diego Maurício pelo volante Luis Antônio, só colocando novos atacantes aos 42 do segundo tempo, Negueba e Wanderley nos lugares dos apagados Thiago Neves e Ronaldinho. Ficou com medo de arriscar, e acabou perdendo mais uma chance de o Mengão deslanchar no campeonato.

Me pergunto quais as pretensões do Flamengo neste campeonato. Ao que parece, disputar o título está descartado. A vaga na Libertadores também. Eu sei, o campeonato está no início, ainda tem muito tempo para recuperar, muita água vai rolar até dezembro, etc. Mas time campeão não pensa assim, vide o São Paulo. cinco vitórias em cinco jogos, entrou a todo vapor na competição enquanto alguns outros papam mosca.

Aliás, papar mosca é o que mais tem feito este Ronaldinho Gaúcho. Bola o cara tem pra cacete, mas acho que não está afim de jogar, falta-lhe compromisso com o manto. E isso é inadmissível. Antes que me chamem de cricri, peço que se lembrem do salário deste cidadão: R$1,3 milhão de reais. Ganhar o que ganha para jogar este futebolzinho aí é uma baita falta de compromisso com as cores rubro-negras. Ah, sim, ele está se readaptando. A desculpa propagada aos quatro ventos. O Felipe também demorou para voltar a jogar bem, afirmam alguns outros. O caso do Felipe é mais compreensível por se tratar de um jogador em atividade num futebol muito, muito abaixo do nosso. Foram cinco anos jogando no Qatar, onde o número de partidas é menor, os treinos são mais leves e as exigências de grandes atuações quase não existem. Mas Ronaldinho vem de anos jogando em campeonatos de alto nível, tanto na Espanha quanto na Itália. A tendência seria encontrar mais facilidades em terras tupiniquins. Creio que a questão, portanto, não é de readaptação ao Brasil, e sim de VONTADE. É impressionante sua morbidez em campo. Parte pouco para cima dos adversários, chuta pouco para o gol, parece inibido a arriscar durante o jogo.

A pressão em cima de um jogador de tal calibre tem que existir sempre. Principal jogador do time, camisa dez, capitão, maior salário. O melhor futebol, porém, resolveu deixar na Europa; e Com a maioria passando a mão na cabeça dele, vai continuar por lá mesmo...

Lacarmélio: muito maneiro

Ontem à noite fui ao CCBB na expectativa de assistir "Janela Indiscreta", do Hitchcock. Não rolou, pois cheguei apenas vinte minutos antes da sessão já lotada. Fomos então, eu e Carol, assistir a três curtas da mostra Cinesul, um festival de cinema ibero-americano com entradas francas. "Lacarmélio", "Walter" e "Fanzineiros do Século Passado" são as obras em questão, sendo a primeira o assunto deste post.

Interessantíssima a vida de Lacarmélio de Araújo, quadrinista da cidade de Belo Horizonte. Vestindo terno amarelo, prende uma placa com os dizeres "Leia Celton" à sua moto, com a qual sai pelas ruas da cidade procurando pontos de venda para suas revistinhas. Celton, aliás, é o maior sucesso do quadrinista. A publicação também é o nome do protagonista, um rapaz da cidade de Belo Horizonte. As estórias, segundo o produtor, tratam de temas importantes da cidade, como política, saúde e segurança, além de lendas urbanas e outras estórias relativas à cidade.

Lacarmélio avista um engarrafamento como interessante ponto de vendas. Moto estacionada, placa em punhos e revistinhas na bolsa, corre entre os carros oferecendo suas publicações ao preço de dois reais. Parece desgastante e pouco valorosa financeiramente, ainda mais para quem já chegou aos seus 50 anos. Que nada. "Quando tinha 30 anos, acreditava não conseguir mais correr aos 50. Agora já não desconfio se mantiver o pique aos 60, quem sabe até os setenta?", se diverte ao falar. Quanto ao baixo valor das publicações também não há o que reclamar. Antes um simples hobby, Celio já alcançou tanto sucesso que garante o sustento de Lacarmélio, sua esposa e o filho de seis anos.

Leva a vida com alegria e trabalha com o que gosta. Dessa forma, Lacarmélio diverte os belo-horizontinos, cumpre suas responsabilidades como chefe de família e é relativamente famoso.

Simplesmente foda.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Jogaço. A volta será decidida nos pênaltis



Foi a cara de uma final de Taça Libertadores da América. Os mais de sessenta mil torcedores do Penãrol fizeram uma festaça de orgulhar seus ídolos. Muitos fogos de artifício e sinalizadores incendiaram o estádio, colorido ainda por inúmeras faixas e bandeiras aurinegras.

Dentro de campo, a raça uruguaia foi muito bem representada pela camisa do Peñarol, com jogadores aplicadíssimos em campo na marcação e nas divididas. Vale observar, ainda, o jogo limpo praticado pelos Carboneros, disputando cada bola com garra e técnica, sem machucar os adversários. Diego Forlán, prestigiando o grande momento do Peñarol em um dos camarotes do estádio, deve ter ficado orgulhoso. Os santistas, por sua vez, deixaram claro possuir mais futebol do que seus adversários. O toque de bola santista, principalmente a habilidade de Neymar, não decidiram o jogo, mas foram evidentes diante da pouca habilidade dos adversários.

O Peñarol até ameaçou o favoritismo santista com algumas jogadas esporádicas, a maioria originada em bolas espirradas que sobravam dentro da área. Jogadas construídas foram poucas, mas os escorregões de Martinuccio e Olivera mostraram a falta de sorte dos uruguaios. Ainda teve um gol de Alonso corretamente anulado. Os santistas chegaram com perigo poucas vezes mas lhes faltou precisão,principalmente com Zé Eduardo, num chute em cima do goleiro e numa cabeçada raspando a trave.

O placar de 0 a 0 não dá vantagem para ninguém, pois na final não há o critério de gols marcados fora de casa como desempate. Pelo que se viu em Montevidéu, o favoritismo do Santos cresce ainda mais, dada sua maior qualidade com a bola nos pés e o fato de decidir o título jogando em casa. Os Carboneros vão jogar nos contra-ataques, acionando Martinuccio ou Olivera, os dois mais creenciados para balançar as redes santistas. Raça contra técnica, será esta a tônica do jogo. Aposto em uma decisão por pênaltis.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Modelo ou futebol? Claro, o futebol!


Não surpreende a pesquisa da Onepoll encomendada pela Heineken, onde 52% dos homens entrevistados (foram 5.638 em 15 países) disseram preferir assistir a seu time na final da Liga dos Campeões a um encontro romântico com a top model Adriana Lima. Ora essa, mulheres bonitas existem várias, e a qualquer momento podemos conhecer uma e transar com ela. Mas a chance de ver seu time numa final continental não aparece todo ano!

Agora fiquei curioso: imaginem se a pesquisa fosse realizada exclusivamente no Brasil, e a competição em questão fosse a Taça Libertadores da América, glória máxima para qualquer equipe de futebol sul-americana. O que responderiam torcedores do Corinthians, que nunca viram o clube alcançar tal façanha? E seus arqui-rivais do Palmeiras, que não ganham desde 1999? Ou então, os felizardos santistas de amanhã, cuja equipe não vence o certame continental desde 1963!! Salvo uma ou outra torcida, como as de Internacional e São Paulo, campeões recentemente, talvez prefeririam a top model. Eu, como bom flamenguista, não pensaria duas vezes caso o rubro-negro decidir a competição ano que vem, e sem dúvida veria no lugar da maravilhosa Adriana Lima uma barangona. O amor é cego, inclusive por equipes de futebol.

Creio que esta pesquisa deva ser realizada entre somente torcedores do Barcelona. Campeões da Champions League em 2009 e este ano, talvez preferissem uma noite com a gata. Sabem que em poucas temporadas os craques blaugrana comandariam mais uma festa na maior competição de clubes do mundo.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Procura-se Ronaldinho Gaúcho

Engrosso o coro dos insatisfeitos com o rendimento do dentuço, agora com as vestes do maior clube de futebol do Brasil. Ele é craque, tecnicamente está acima da maioria dos jogadores no País e vem numa conduta muito profissional com o clube. Isso não se discute, porém seu futebolzinho apresentado até agora, esse sim, dá assunto para muitas discussões.

Até agora foi apenas um gol de falta, contra o Boavista, na final da Taça Guanabara. Desde então, suas cobranças têm sido perigosas, e nada além disso. ALguns alegam falta sorte, o que não seria absurdo. Contra o Atlético-PR, uma cobrança por cima do gol e outra, bem colocada, foi defendida pelo goleiro.

Mas o grande problema não são as cobranças de falta. Nosso camisa 10 vem tendo atuações muito, muito apagadas. Ninguém espera que repita os áureos tempos de Barcelona, mas será que TODO aquele futebol praticado com a camisa blaugrana ficou esquecido? Nestas primeiras quatro rodadas do Brasileirão, dribles e jogadas de efeito só tiveram presença na partida contra os reservas do Avaí, na estreia. A mídia, mais uma vez, exaltou Ronaldinho. A torcida se empolgou. quando todos esperavam uma sequencia de atuações decisivas, mais uma vez o Gaúcho ficou devendo.

O que se espera de um jogador deste quilate, ainda por cima ostentando a braçadeira de capitão, é que conduza o Flamengo à disputa do título. Não adianta argumentar que ele está em processo de adaptação e a torcida precisa ter paciência. Quem sabe jogar, e está com vontade de jogar, joga. Na última Copa do Mundo, vimos um centroavante jogar como armador e ser eleito o melhor jogador da competição. Perguntem a Diego Forlán se ele reclamou com o técnico algo como "não vai dar, joguei a temporada inteira no ataque, até eu me adaptar já acabou a Copa". Nada disso, vestiu a camisa e jogou muito.

Não dá para torcida e imprensa passarem a mão na cabeça de Ronaldinho e aguardar que seu belo futebol retorne aos poucos. Ganha um milhão por mês para jogar no Flamengo, com a camisa dez e a braçadeira de capitão. Tem a responsabilidade de conduzir o time, e a obrigação de ser mais efetivo nas partidas.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Os uruguaios estão de volta

O horizonte, antes escuro e sombrio, agora voltou a ser celeste para "La Celeste". O futebol uruguaio retomou sua força de outrora, pois dessa vez seus jogadores talentosos deslancharam mundo a fora. Veremos, agora, por quanto tempo.

A grande campanha na Copa do Mundo da África do Sul, quando os desacreditados uruguaios alcançaram o 4° lugar soa épico. Pelo menos para o povo local, tão carente de alegrias por parte da primeira seleção campeã do mundo, no longínquo 1930. Aliás, bicampeões mundiais, que o diga nosso querido Maracanã.

Antes do desembarque na África do Sul, os uruguaios traziam na bagagem uma eliminação na primeira fase da Copa do Mundo de 2002, e todas as esperanças depositadas em Diego Forlán, atacante do Atlético de Madrid, e Luis Suárez, do Ajax de Amsterdã. Pouco para os 3,5 milhões de habitantes da República Oriental do Uruguai acreditarem em uma participação honrosa no mundial. Ainda pesava contra a Celeste ter caído no grupo da anfitriã África do Sul (que não jogava um bom futebol, mas era o time da casa, portanto digno de respeito), dos campeões mundiais da França e a perigosa seleção mexicana, sempre disposta a aprontar. Mas a Celeste passou em primeiro lugar no grupo, com direito a uma goleada de 3 a 0 sobre os anfitriões.

Vieram as oitavas-de-final, e uma vitória dramática sobre a Coréia do Sul os colocava diante de Gana, a única seleção africana nas quartas-de-final da Copa. A única que poderia dar ao continente africano sua melhor participação em Copas do Mundo, pois nunca um país africano chegara às semifinais. Mas perderam a disputa de pênaltis e foram os novos espectadores da comemoração azul celeste.

Nas semifinais contra a Holanda, um problemão: o zagueiro e capitão Diego Lugano, lesionado, ficou de fora da partida. E assistiu angustiado à classificação holandesa, vendida muito caro pelos uruguaios: um placar de 3 a 2 com muito sufoco imprimido pelos celestes nos ultimos cinco minutos. Nova derrota de 3 a 2 na decisão de terceiro lugar, contra a Alemanha, e assim se encerrou a campanha uruguaia nos gramados sul-africanos. Mas ainda emplacaram Diego Forlán como melhor jogador da Copa, além de vice-artilheiro. Retorno digno de festa em Montevidéu, na recepção dos jogadores. E os dois últimos jogos, nos quais a Celeste jogou no mesmo nível contra duas potências mundiais, resgataram a confiança e a esperança num crescimento do futebol uruguaio.

O ano de 2011 começou com a disputa do sul-americano sub-20 do Peru. Os jovens uruguaios tinham uma missão complicada: garantir uma das duas vagas da América do Sul nos Jogos Olímpicos de Londres. As dificuldades em campo se somavam à pressão pela expectativa ansiosa do povo, que não via os bicampeões olímpicos de 1924 e 1928 na disputa desde...1928! Mais uma vez, a camisa celeste soube se impor, e o vice-campeonato sul-americano carimbou o passaporte de Cabrera, Polenta, Gallegos e companhia para a Terra da Rainha.

Para completar a festa, o Peñarol, atual campeão uruguaio, chegou com muita garra à final da Copa Libertadores. Terá pela frente o Santos de Neymar e Ganso, mas o time comandado pelo técnico Diego Aguirre, ídolo e herói do ultimo titulo dos Carboneros na competição continental em 1987, terá um Centenário lotado na partida de ida das finais, onde perdeu apenas um jogo nesta competição, ainda na primeira fase. E os aurinegros estão acostumados em decidir sua vida fora de casa, pois assim fizeram com o atual campeão Internacional, a Universidad Católica do Chile e o Vélez Sarsfield, sagrado campeão argentino domingo passado.

Cuidado, Santos. A velha garra uruguaia está de volta, e a próxima vítima pode ser você.