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domingo, 26 de junho de 2011

Já estava na hora, Ronaldinho. Mas ainda não é hora para aplausos não...

O jogo de ontem mostrou um Flamengo com cara de time grande. A pesar do futebolzinho bem razoável do primeiro tempo, a torcida pôde desfrutar de uma bela atuação coletiva, quatro gols e o mais interessante: a bela performance de Ronaldinho Gaúcho. Quem antes vaiou, agora aplaudiu, ovacionou o capitão e maior estrela do futebol rubro-negro. Dribles, passes precisos e um golaço: tudo o que os torcedores mais pediam apareceu no sábado. Resta ao dentuço manter esse nível até o final do campeonato...

Atuação semelhante já tivera na estreia contra o Avaí, provocando a euforia de torcedores e imprensa. Todos acreditavam ter o Gaúcho voltado a jogar algo próximo do seu grande futebol - o que já serve para fazer estragos Brasil afora. Mas...quatro atuações bem razoáveis, discretíssimas, como se Ronaldinho pouco se preocupasse com o futuro do time no campeonato, com suas atuações, com sua relação com a torcida. Via no Gaúcho um ar "blazer", alheio ao que passava em campo, pouco preocupado com as apáticas apresentações do escrete rubro-negro. Mas domingo passado, sua ficha caiu: substituído e (muito) vaiado, o craque (craque é craque, jogando bem ou mal) deve ter se tocado de sua importância para os rumos do Flamengo no campeonato; com certeza se incomodara também com as vaias da torcida, e algo como "não sou jogador para ouvir isso" ressoou em sua cabeça. Felizmente. O Ronaldinho da partida deste sábado armou jogadas, driblou os adversários e marcou um golaço, com marca de craque. Mostrou que quando quer jogar, não joga: dá aula de futebol.

Mas de nada vai adiantar jogar muito bem um jogo e cair de rendimento na sequencia. Faltam 32 rodadas para o título, e para alcançá-lo precisaremos de Ronaldinho em grande forma, com vontade de jogar bem. Nem que para isso seja necessário o torcedor continuar pegando no seu pé, cobrando atuações dignas do salário que recebe, da camisa que veste e da braçadeira a qual ostenta. Por isso, nação rubro-negra, sejamos comedidos com os elogios ao capita: talvez nossa indiferença alimente a fome do Ronaldinho pela bola.

Quanto mais faminto, melhor para a gente.

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