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domingo, 19 de junho de 2011

Flamengo em dívida mais uma vez. Ronaldinho, então...

Alguns afazerem me impediram de assistir aos quinze minutos iniciais de cada tempo. Acho que não perdi muita coisa. Os outros sessenta minutos por mim acompanhados mostraram um Flamengo pífio, sem cara de hexacampeão, sem sal, sem criatividade, sem ousadia. Claro que a injusta expulsão de Botinelli, ainda no primeiro tempo, contribuiu para (mais) essa atuação insossa do escrete rubro-negro. Só assustou o goleiro Jefferson em duas cobranças de falta de Renato, e num lançamento primoroso de Thiago Neves para Willians, na entrada da área. O cara errado na hora errada, pois nosso nobre volante, se é muito bom nos desarmes peca demais com a bola nos pés. Errou o domínio e ficou sem angulo para o chute. Nessas horas me pergunto: onde está o centroavante? Luxemburgo trocou no intervalo o apagado Diego Maurício pelo volante Luis Antônio, só colocando novos atacantes aos 42 do segundo tempo, Negueba e Wanderley nos lugares dos apagados Thiago Neves e Ronaldinho. Ficou com medo de arriscar, e acabou perdendo mais uma chance de o Mengão deslanchar no campeonato.

Me pergunto quais as pretensões do Flamengo neste campeonato. Ao que parece, disputar o título está descartado. A vaga na Libertadores também. Eu sei, o campeonato está no início, ainda tem muito tempo para recuperar, muita água vai rolar até dezembro, etc. Mas time campeão não pensa assim, vide o São Paulo. cinco vitórias em cinco jogos, entrou a todo vapor na competição enquanto alguns outros papam mosca.

Aliás, papar mosca é o que mais tem feito este Ronaldinho Gaúcho. Bola o cara tem pra cacete, mas acho que não está afim de jogar, falta-lhe compromisso com o manto. E isso é inadmissível. Antes que me chamem de cricri, peço que se lembrem do salário deste cidadão: R$1,3 milhão de reais. Ganhar o que ganha para jogar este futebolzinho aí é uma baita falta de compromisso com as cores rubro-negras. Ah, sim, ele está se readaptando. A desculpa propagada aos quatro ventos. O Felipe também demorou para voltar a jogar bem, afirmam alguns outros. O caso do Felipe é mais compreensível por se tratar de um jogador em atividade num futebol muito, muito abaixo do nosso. Foram cinco anos jogando no Qatar, onde o número de partidas é menor, os treinos são mais leves e as exigências de grandes atuações quase não existem. Mas Ronaldinho vem de anos jogando em campeonatos de alto nível, tanto na Espanha quanto na Itália. A tendência seria encontrar mais facilidades em terras tupiniquins. Creio que a questão, portanto, não é de readaptação ao Brasil, e sim de VONTADE. É impressionante sua morbidez em campo. Parte pouco para cima dos adversários, chuta pouco para o gol, parece inibido a arriscar durante o jogo.

A pressão em cima de um jogador de tal calibre tem que existir sempre. Principal jogador do time, camisa dez, capitão, maior salário. O melhor futebol, porém, resolveu deixar na Europa; e Com a maioria passando a mão na cabeça dele, vai continuar por lá mesmo...

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