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sábado, 27 de novembro de 2010

Cabral e Beltrame com a faca e o queijo na mão

Estes últimos dias, apesar de tenebrosos para toda a população do Rio de Janeiro, vêm sendo muito úteis para mostrar a força que a ação conjunta entre tropas federais e estaduais possui. Enquanto os bandidos são acuados, nos perguntamos por que atitude tão enérgica e eficiente não foi tomada antes. Puro desinteresse, talvez. Muitos interesses obscuros, por que não. Ou ainda “faltava a oportunidade”. Hipóteses permeiam, aos montes, a cabeça dos cariocas. Mas o que importa é que já aconteceu, está aí, a Vila Cruzeiro é das forças de Segurança Pública. Agora, a questão é: tomada a Vila Cruzeiro e cercado o Complexo do Alemão, veremos a tão aguardada vitoria da Segurança Pública? Confio, claro, no BOPE e seus novos aliados, e mais ainda no oportunismo de nossos políticos.

O comandante-geral da PM declarou que a polícia chegou para ficar na Vila Cruzeiro. Também não haveria nem haverá a menor lógica em um recuo. Portanto, senhores traficantes, procurem outro lugar para seus negócios sujos. O foco agora será realizar uma transição progressiva e segura, com a participação efetiva das forças armadas. Como acompanhamos todos pela TV, a simples presença de um blindado da Marinha provoca mais medo nos bandidos (que aposto terem se visto, por um momento, no Iraque), do que centenas de policiais.

A invasão do Alemão parece questão de tempo, mas estou um tanto cético quanto a isso. Uma estratégia precisa ser muito bem bolada para evitar-se um banho de sangue envolvendo inocentes. E isso precisa ser rápido, para não dar tempo de os bandidos se organizarem com o que possuem nessa área com jeitão de cidade (são 400 mil habitantes no Complexo do Alemão). Um grande dilema, que precisará do apoio maciço dos serviços de inteligência. A mídia está acompanhando avidamente as ações perpetradas dessa coalizão militar e policial. A última coisa que governo, PM e todas as outras forças envolvidas querem é passar por uma alta crítica da opinião publica, ainda mais nesse momento onde o apoio popular é gradativo. Sem contar que nosso governador Sérgio Cabral pode sair ainda mais fortalecido deste episodio, caso o êxito na ocupação da Vila Cruzeiro se perpetue e a invasão do Complexo do Alemão seja bem sucedida. Meticulosidade e estratégia são as palavras da vez.

De fato, o Complexo terá de ser invadido. Ao ponto que as coisas chegaram, não dá mais para recuar. A invasão será bem planejada, e irá até o ponto que for possível para não sujar as ruas de sangue inocente nem a imagem do governo. Mesmo assim, maus dias aguardam a população do Complexo, que se encontrará numa sucursal do inferno por um tempo. Mas, como já diz o ditado, há males que vêm para o bem. Beltrame e Cabral estão com a faca e o queijo na mão, para entrarem na história do estado do Rio de Janeiro extremamente prestigiados, além de fortalecidos politicamente. Não vão querer desperdiçar essa grande oportunidade.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Até que enfim, Senhor Prefeito!

Tive uma agradável surpresa ao passar pela Leopoldina hoje. Reparei, da janela do ônibus, que o Canal do Mangue passava por uma dragagem. Desci e fui conversar com um dos funcionários da obra.

A dragagem naquela área, que já não ocorria há pelo menos cinco anos (o funcionário da obra não sabia me informar precisamente), tem previsão de término para três semanas. A quantidade de terra dragada tem como destino o Aterro Sanitário de Gramacho, esse mesmo para o qual vão os resíduos de sua residência.

Um outro detalhe curioso me foi revelado pelo funcionário: o Canal do Maracanã, que sofreu com as fortes chuvas de 05 de abril, foi dragado ainda este ano, e antes daquele pé d'água de 05 de abril. E de abril para cá, temos apenas seis meses. Conclusão: ou o serviço foi mal feito pela Rio Águas, ou esse espaço de tempo não é o suficiente para as manutenções. O que está havendo?

A dragagem é realizada por guindastes Draguilani 22B, com caçambas que retiram aproximadamente 1 metro cúbico de terra por inserção. O funcionário acredita que o Canal do Mangue não encha de forma desproporcional à sua capacidade em eventuais chuvas fortes após a realização deste trabalho. Isso ficaria mais fácil se acabassem com o despejo de esgoto no canal, salientou.

Além da Leopoldina e do Maracanã, também passam por esse processo os canais de Fazenda Botafogo e o da Rua Ceará, onde ficava a Vila Mimosa.

Nosso Ilustríssimo prefeito deve estar assustado com os preparativos para a Copa do Mundo, pois o episódio de 05 de abril, caso se repita durante a Copa prejudicaria bastante a imagem da cidade. Já pensou se chove desta maneira durante o Mundial? Resta agora fiscalizarmos e cobrarmos para que as obras sejam bem realizadas.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Massacre de My-Lai: soldados corretamente punidos, mas não nos esqueçamos de um detalhe...

É muito fácil criticar quando não imaginamos a condição alheia, mas até que ponto podemos ser benevolentes? Com soldados em uma guerra não é diferente. No documentário My Lai - O Massacre, esse impasse afeta o espectador do inicio ao fim. A história da chacina promovida por soldados norte-americanos em 16 de março de 1968, durante a Guerra do Vietnã, contada por participantes de ambos os lados.

Ordenados pelo jovem tenente Calley, membros da Companhia Charlie fuzilaram injustamente mais de 500 mulheres, crianças, bebês e idosos. Dois anos depois, um jornalista resolveu apurar os fatos, depois de saber da historia por acaso, e toda a trama foi parar no tribunal militar, alcançando velozmente todos os norte-americanos.

Esse combatentes, em sua maioria sem qualquer consciência do porquê da guerra, de repente se encontram em uma situação caótica, rodeados por pressao e ameaças das mais diversas. Não só os valentes vietcongues, mas também as florestas, o clima, histórias locais, alto risco de contração de doenças e as desconfianças com o povo local. Guerrear já não é facil, em terreno desconhecido então... natural que a maioria entre em parafuso.

No começo, os ianques se mostravam bem simpáticos aos habitantes dos vilarejos, pois brincavam com as crianças, levavam doces e se davam muito bem com os nativos. Bem até demais, diriam os mais céticos. Então, como pôde isso acontecer?

Uma hora o estresse da guerra provocaria sensações até então inimagináveis por parte dos invasores. As sucessivas derrotas para a resistência, como armadilhas e snipers, fazia com que os sobrinhos do Tio Sam se sentissem no escuro. Medo, angustia, impotencia. Todas essas sensações vinham à tona quando os americanos faziam incursoes pelas florestas. Imagine o que é para um militar, da maior potência economica mundial, se sentir impotente e sucessivamente vencido por uma horda de rústicos e ingnorantes ? Índios providos de armas simples conseguiam ser mais brilhantes do que o maior e mais bem equipado exército do mundo. Inadmissível.

De acordo com depoimentos dos soldados, uma das táticas vietcongues foi crucial para o fomento do ódio aos nativos: as minas. Os aflitos norte-americanos contrastavam com os tranquios nativos, pois esses conseguiam transitar pelos campos sem sofrerem um só arranhão. Como isso era possível? "Foi a partir daí que passamos a encará-los como simpatizantes da guerra", afirmou um soldado. Não é uma afirmação descabida. Era intragável para os ianques sofrer sucessivas perdas dentro do quintal das tão acolhedoras mulheres, idosos e crianças.

No dia do massacre de My-Lai, os membros da Companhia Charlie esperavam encontrar os integrantes do 48º Batalhão de Infantaria Vietcongue, que segundo a Inteligência, estariam abrigados no vilarejo. Avisados os civis de que os americanos partiriam para um ataque, os oficiais preparados psicologicamente seus soldados para "atirarem em tudo que se movesse" e "não se preocuparem com a vida de inocentes; se estiverem por lá, é porque são simpatizantes".Mas houve um erro de cálculo da Inteligência, e uma grande decepção na chegada ao vilarejo: só emergiam das casas os intocáveis mulheres, crianças e idosos.

Em diversos momentos de nossas vidas, basta pronunciarmos uma frase para que carreguemos sequelas até o último de nossos dias. Ali em My-Lai não foi diferente. "Não entendemos aquela situação. Como podiam estar ali, se já haviam sido avisados de nossa chegada? Até que dois malucos gritaram 'são simpatizantes'. Depois dos primeiros tiros, não teve mais como conter". Palavras de um dos membros da companhia Charlie na ocasião. E então, se seguiu o massacre. Mais de 500 mortos. E nada de vietcongues...

Muitos dos membros da companhia foram judicialmente condenados no regresso aos Estados Unidos, entre eles o capitão da companhia, Ernest Medina, e um de seus oficiais, o tenente Calley. Alem do general Samuel Coster, que tratou de encobrir os acontecimentos em My-Lai. Corretamente punidos, para o bem da defesa dos direitos humanos.

Minha intenção não é dizer, de maneira alguma, que os militares são coitadinhos flagelados pela guerra e o terror psicológico. São culpados, e pronto. Tomados por medo e pela pressão de reações rápidas, pois foi para isso que foram treinados, acabaram por exterminar um simples vilarejo. Merecem punição, mas não pode ficar de lado essa questão fundamental do treinamento e da preparação psicológica para o terror. Encarar uma guerra não deve ser nada fácil. Portanto, quando fizer algum julgamento, não se esqueça de levar em conta esses singelos detalhes: o psicológico e os sofrimentos de seu "réu".

domingo, 3 de outubro de 2010

Outro olhar sobre a África

Domingo agradável no Centro Cultural Justiça Federal. Assisti aos filmes "My Lai - O Massacre" e "Mama Africa". Recomendo o primeiro a todos os interessados pela história da Guerra do Vietnam e suas seqüelas, e o segundo a quem tiver interesse em compartilhar uma visão do continente africano diferente do que estamos acostumados a ver nas manchetes frequentemente.

O documentário Mama África se constitui de uma série de entrevistas com diversos africanos de norte a sul. De ambulantes e outros comerciantes ilegais a músicos, jornalistas, escritores, poetas e pensadores, que manifestaram suas diversas opiniões sobre o continente onde vivem, a forma (equivocada) como as pessoas o enxergam e conduziram a equipe do filme e toda a platéia a um passeio por Marrocos, Gana, Senegal, Guinea, Moçambique e outros. Muita dança, música e pintura bem peculiares, com o jeitão do povo africano: alegre e multicolorido.

A África rica. Rica de cultura, alegria, de gente otimista e lutadora. Como já dizia a frase de abertura do filme, o problema dos estereótipos não é que estejam errados, e sim incompletos. Uma África cheia de problemas, com pobreza e corrupção acentuada, tráfico de drogas e armas, guerrilhas, pirataria (estou falando de piratas de verdade, não vendedores ambulantes), altos indices de HIV e etc. Essa África existe, de fato, mas por lá também há gente inteligente, consciente da sociedade global, talentosa, orgulhosa e com muitas, muitas variantes culturais.

Não se espante quando eu digo orgulhosa. Assim se declarou um dos entrevistados, que diz ser a África "o berço de todos os povos". Todos os povos descendem do continente africano, são filhos de "Mama África".

Uma abordagem interessantíssima do filme foi a do papel da mulher africana. Como em qualquer lugar do mundo, fica sempre responsável por cuidar da família e dos afazeres domésticos. Mas hoje vemos uma realidade bem diferente, felizmente, com muitas mulheres no mercado, competindo com os homens e etc. Mas senti que por lá, apesar dos avanços, foi mais difícil para elas conseguirem conquistar esse espaço. Inusitados cargos e profissões, como Ministra da Defesa em Guinea a capitã de barco pesqueiro no Senegal, essas mulheres lutam muito para conquistar seu espaço. "Dizem que vou morrer solteira, você se parece muito com os homens", afirmou a capitã. Quando pensou em desisitir, foi conversar com o chefe. Ele a demoveu da ideia. "Se o chefe aprovou, então é porque não há problema", disse aos risos.

A África também tem gente que pensa, que canta e que dança, e não são apenas aqueles grupos que você viu especialmente na Copa do Mundo. Isso tem todo dia, em toda luta, com o orgulho de ser o descendente mais direto de Mama África.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Amadorismo

Covarde. Assim pode ser descrita a postura do Santos com o técnico Dorival Júnior. Demití-lo, alegando insubordinação por não ter cancelado a punição a Neymar foi uma lorota das mais sem-vergonha, papo furado que ninguém é capaz de acreditar, por mais boa vontade que se tenha. Demite-se um treinador por este ter personalidade o bastante para se manter fiel a seus princípios, convicto de suas decisões, quando o mais fácil seria se acomodar e inventar uma desculpa qualquer para não passar vergonha diante da imprensa, torcida e toda a opinião pública. Isso só mostra o quanto a profissao de técnico é desvalorizada no futebol brasileiro. Não bastasse as demissões corriqueiras por maus resultados, quando o técnico faz um bom trabalho é demitido por enquadrar um jogador mal-educado e debochado?

Podem ter certeza que, nessa história toda, houve interferência do senhor empresário do Neymar. Alguma ameaça do tipo "ele pode ir embora a qualquer momento" não seria nada impossível de ter se passado nos corredores da Vila Belmiro.

Neymar joga bastante, é um craque, mas não pode mandar e desmandar no clube. Profissionalismo deve vir em primeiro lugar, e agora a diretoria do Santos demonstrou não fazer muito uso dessa palavra em seu vocabulário.

domingo, 13 de junho de 2010

Jogos ruins

Essa copa do mundo vem surpreendendo pela baixa qualidade apresentada nas partidas. O que mais assisti até agora foi uma monte de cruzamentos ineficientes para a grande área. Exceto na ótima partida entre Argentina e Nigéria, o futebol apresentado até agora não condiz com uma Copa do Mundo. Como entre Argélia e Eslovênia. Chaouchi "ajudou" bastante a evitar o iminente 0 a 0 com o frangaço no chute de Koren, do inglês West Bromwich.

A seleção argelina até demonstrou alguma qualidade no toque de bola, porém seus atacantes Djebbour e Matmour não ajudaram. Karim Ziani, principal jogador argelino, também teve atuação abaixo de qualquer expectativa. Jogo ruim demais.

A copa também surpreende pelos passes errados e chutes tortos. Isso é bem comum aqui no nosso Brasileirão, mas não consigo entender tantos domínios errados e viradas de jogo ruins com as melhores seleções do mundo. Será culpa da Jabulani? Pode ser, sim. Já deu para perceber que ela pega velocidade demais quando quica, dificultando o domínio. A hipótese de que a ideia da FIFA era uma bola mais leve para que houvesse mais gols é pluasível. Mas, pelo menos por enquanto, o tiro saiu pela culatra...Ruim para a copa, ruim para quem assiste.

Chaouchi comemora vaga na copa. Dessa vez, não teve o que comemorar...

Mantenho minhas apostas no México

A seleção mexicana esteve aquém do futebol apresentado durante a fase de preparação. Bem organizado na defesa e no meio, mas pouco efetivo no ataque, ficaram claras as principais limitaçoes do time: a bola aérea e os poucos chutes. Com uma defesa baixa (Franco Rodriguez, de 1,91 m, é o único zagueiro alto; o goleiro Pérez tem 1,74 m!), os mexicanos vão ter que se virar para interceptar todos os cruzamentos para sua área. E Javier Aguirre terá precisa que seus comandados se arrisquem mais caso pretenda derrotar a França.

Giovanni dos Santos jogou bem demais, porém sozinho rende pouco. Efraín Juarez pode subir mais, e os atacantes Vela e Franco têm de dar mais chutes, mesmo que de fora da área. Outra boa opção para o coach mexicano é a entrada de Blanco mais cedo no jogo, e não apenas nos 20 minutos finais. Sua qualidade de passe facilita as coisas. E tem mais gente boa no banco, como Javier Hernandez, Alberto Medina e Andrés Guardado, que deveria ser titular no lugar de Juárez.

Deu para perceber que o time é bem entrosado e organizado. Pode ganhar de França e Uruguai, e é o que acredito que vá acontecer. Pelo que eu vi nas duas partidas desta sexta-feira (para você que não está por dentro, França e Uruguai ficaram num insosso 0 a 0) os mexicanos estão um passo a frente. Só falta arriscar um pouco mais.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Surpresa da Copa: México

Ao meu ver, a seleção mexicana chega a essa Copa do Mundo com grandes chances de uma grande campanha. Tirando os gigantes Brasil, Alemanha, Argentina, Espanha, Inglaterra e Itália, dá para apostar nos mexicanos em uma final, sim. Um time muito bem organizado, onde cada jogador sabe exatamente sua função dentro de campo, com um técnico competente e um dos maiores ídolos nacionais como capitão. Some a tudo isso uma preparação meticulosa e adiantada, com jovens talentosos e jogadores rodados, sendo alguns desse com experiência no futebol europeu.

Javier Aguirre, assim como em 2001, assumiu um México às portas da eliminação. Reverteu o quadro, apostando na convocação de Cuauhtemoc Blanco, um dos maiores ídolos nacionais. Este, inclusive, ganhou a braçadeira de capitão. A expectativa é que jogue seu belo futebol em gramados sul-africanos, conduzindo os astecas a uma improvável semi-final.


Nem tão improvável assim. A equipe mexicana tem jogadores de muita qualidade, que vêm de boas atuações na Europa. Guillermo Franco, Giovanni dos Santos e Carlos Vela prometem infernizar a defesa de seus adversários com muita velocidade e dribles. Ainda tem os zagueiros Carlos Salcido, Ricardo Osório e Franco Rodríguez, liderados pelo ótimo Rafael Márquez. Andrés Guardado e Jonathan dos Santos têm qualidade suficiente para fechar o meio-campo com Gerardo Torrado. O que pesa contra o esquadrão asteca é a baixa estatura de seus jogadores contra a Inglaterra, deu para sentir bem isso.

Aguirre tem tido bastante tempo para preparar e entrosar seu grupo de jogadores. Como a maioria de seus 30 pré-convocados atua no México, foi organizado um calendário especial pela federação para que o Campeonato Mexicano acabasse mais cedo. Pode estar aí o diferencial para uma grande campanha.

Contra uma França mal-organizada, um Uruguai irregular e uma África do Sul desprovida de qualquer talento, as chances de um primeiro lugar no Grupo A são consideráveis. O cruzamento do com o Grupo B será entre Grécia, Nigéria e Coréia do Sul (a Argentina, apesar de todos os problemas, deve ser a campeã do grupo). Passadas as oitavas, que se cuidem Inglaterra, Gana, Alemanha e Estados Unidos - são esses os prováveis adversários. Em mata-mata de Copa, não existe favorito, e Aguirre já avisou que "temos chances de vencer a qualquer um, e chegar longíssimo neste mundial, fazendo a maior campanha de nossa história". Eu acredito.

domingo, 23 de maio de 2010

Os dois lados da moeda

O direito de greve é constitucional, e irrefutável. Refutável, porém, é a conduta dos rodoviários, ao aderirem a uma greve que procederá em diversas complicações para milhões de cariocas. De todos os diversos atores neste jogo político, desde membros do governo, passando por secretários, presidentes e encarregados da Rio Ônibus além, claro, os próprios rodoviários, estes têm a maior culpa nisso tudo.

Ninguém os obrigou a serem rodoviários. Escolheram essa opção por suas vontades. Nada de pensar em culpar a falta de emprego, ou a situação financeira complicada em que viviam e ainda vivem. Desde o primeiro dia em que dirigiram um ônibus, sabiam de suas obrigações com o dever público de transportar, com segurança e pontualidade, os diversos moradores do Grande Rio. Se um médico opera alguém de maneira negligente por que está cansado no seu plantão, ele será perdoado? Não, pois ele escolheu ser médico. Desde o inicio de sua carreira ele soube de suas obrigações.

Não podemos desconsiderar, porém, a situação que é trabalhar como rodoviário, principalmente o motorista. Encarar tráfegos intensos, em onibus deploráveis, jornadas de trabalho desumanas, ter que dirigir e dar troco...Eles têm todo o direito de reclamar, sim, condições melhores de trabalho. Todas as autoridades responsáveis por avaliar periodicamente essas condições, têm sua parcela de culpa. Não fosse a ganância por lucro e o descaso com o ser humano, não precisaríamos aturar essa greve.Mas, ainda assim, isso não os isenta das responsabilidades com o cidadão carioca.

Rodoviários, não se esqueçam: vocês escolheram, seja lá por qual motivo, essa profissão. Mais respeito com o cidadão carioca. E senhores gestores da Rio ônibus, francamente, sejam inteligentes e respeitem os direitos desses profissionais, que assistimos todos os dias ao seu sofrimento no exercer do trabalho. Não deixemos de lado o bom-senso, pelo bem de nossa Cidade Maravilhosa.

Olho neles!

Muito se fala de Lionel Messi neste mundial. O craque do Barcelona e da seleção argentina chega na ponta dos cascos à África do Sul, e é a grande aposta para reconduzir a albiceleste aos tempos de glória. Mas Leo, como o chamam seus compatriotas, não é o único jovem jogador que merece ser observado por críticos e demais amantes do futebol. Eis alguns deles;

Marek Hamsik (Eslováquia): jogador de técnica refinado, vem de grande temporada pelo Napoli, onde forma um tridente de respeito com o argentino Ezequiel Lavezzi (que não vai à Copa) e o italiano Fabio Quagliarela (esse, sim, vai). Hamsik já despertou o interesse de diversos clubes europeus, como Chelsea e Manchester City. Os dirigentes napolitanos, que de bobos não tem nada (a grosso modo...), se recusam a vendê-lo. Os paraguaios que abram beem os olhos.

Nicolás Lodeiro (Uruguai): talentosíssimo armador, se destacou no Nacional de Montevidéu semifinalista da Libertadores, sendo eleito o melhor jogador no Uruguai em 2009. Jogou como titular na fogueira da repescagem ante Costa Rica, e procedeu bem. Chega para a Copa como jogador do Ajax de Amsterdã, onde jogou no inicio do ano.

Lucas Barrios (Paraguai): é argentino, mas vai jogar pela seleção paraguaia. Autor de 18 gols pelo Borussia Dortmund no Campeonato Alemão, foi convocado às pressas no lugar de Cabañas. Tem boa técnica e faro de gol. Se encaixar bem no time, o Paraguai vai dar um trabalhão para a Itália na primeira fase, e para seus adversários no decorrer da Copa.

Claro, não podemos nos esquecer de Di María e Aguero (Argentina), Marchisio (Itália), Carlos Vela (México) e Ramires (Brasil, eô!). Mas esses três eu aponto como surpresas. Abram o olho!

Cada dia mais complicado

Quinta-feira senti novamente orgulho de ser torcedor do Clube de Regatas Flamengo. A vitória no Chile, se não serviu para classificar-nos para as semi-finais da Libertadores, mostrou um time competitivo, guerreiro e com disposição de sobra para topar qualquer parada. Diferente do time sem sal e pouco interessado em envergar nossa gloriosa camisa, que estamos acostumados a prestigiar durante todo o ano.

Porém, me deparo com uma triste noticia assim que acesso à internet: Adriano está fora do Flamengo. Triste decisão do Imperador, que não fez jus ao título durante essa temporada. A ele faltaram compromisso e envolvimento com o clube e a torcida, para alçar o Flamengo a mais glórias durante o ano. Ir para a Roma, com certeza, não foi uma boa.

Vai ter que provar, tudo de novo, seu valor no futebol europeu. E em um time, digamos, pouco expressivo na Europa. Parem para analisar quando foi a ultima vez que a Roma ganhou o scudetto? Em 2001. E chegou numa final de Liga dos Campeões? Hum...essa foi difícil, né.

No Flamengo, Adriano teria a chance de tentar o bi-campeonato brasileiro pelo seu clube de coração. Se aproximar de nossos maiores ídolos com essa conquista, além de reconduzir a equipe à sonhada América. De resto, para nós, humildes torcedores, torcer para que Vágner Love não se vá, e que Denis Marques comece a jogar bem. POrque não tem como confiar que essa diretoria incompetente vai trazer algum atacante que preste para o lugar do "Imperador". Enquanto isso, serve de consolo a honrosa atuação em Santiago, e o sonho de que aquilo se repita num futuro próximo.

domingo, 16 de maio de 2010

Valorize sua paixão pelo futebol

O maior celeiro de craques do futebol mundial enfrenta, há alguns anos, crises em seus clubes. O Campeonato Brasileiro está cada vez mais fraco tecnicamente, com pouco público e totalmente entregue aos interesses comerciais. Mantendo esse ritmo, em pouco tempo viveremos o paradoxo de ter a melhor seleção de futebol, mas as torcidas menos apaixonadas. Venda de jogadores precoces, submissão aos empresários, menos torcedores nos estádios e investimento mal distribuído são as principais fontes do problema.

Impossível, no futebol contemporâneo, um clube brasileiro de sucesso repetir sua escalação por mais de duas temporadas. Qualquer jogador que se destaca rapidamente é negociado! Com os clubes sempre endividados, sem condições de oferecer salários compatíveis com o mercado internacional, o atleta facilmente é seduzido por qualquer proposta em euro ou dólar. Se fica no Brasil, geralmente é porque algum empresário investe em seu futebol, bancando parte ou a totalidade dos salários. Coloca-se a mercê do empresário, que o repassa na primeira proposta julgada atraente, seja bi ou unilateralmente. O time fica sem o craque (craque...), a torcida fica sem o ídolo, o atleta não cria identificação com o clube e o empresário, claro, sai ganhando.

Com isso, é normal o torcedor ir desanimando com o curso do campeonato, ainda mais se seu time está vencendo. Torna-se complicado vibrar com cada gol do seu artilheiro, cada drible do craque atrevido; uma vez despertado o interesse dos europeus, árabes ou asiáticos, esse jogador vai embora. Então, o torcedor pensa: para que ir ao estádio, pagar um ingresso caro, não ter conforto, ver um jogo ruim tecnicamente (afinal, o time está enfraquecido) e um time sem raça, sem amor à camisa? Vou ver na TV! Gabam-se as emissoras, aproveitando da situação para oferecer "conforto e qualidade" nas transmissões. Fica o estádio vazio, e o bolso das emissoras cheio, cheio...

Além de tudo isso, o dinheiro que pinga na conta dos clubes é mal distribuído: vai uma parte para pagar dividas, outra para pagar altos salários, e uma fatia (geralmente, bem gorda) para a conta dos dirigentes. Nada de investimentos em infra-estrutura, sonho de consumo de qualquer atleta hoje no futebol brasileiro. Mau desenvolvimento nas categorias de base, mal desenvolvimento do time profissional...maus resultados em campo. Óbvia essa equação!

É complicado se traçar um prognóstico, mas mesmo assim me arrisco a dizer que nosso campeonato local em pouco tempo estará minguando como os demais campeonatos sul-americanos. Times grandes são obrigados a aceitar refugos de outras equipes, montando plantéis sem qualquer brio e identidade. Perde-se a noção do que é vestir uma camisa do Flamengo, Botafogo, Palmeiras, Vasco, Atlético Mineiro e tantos outros. A paixão do torcedor é cada vez mais desvalorizada com tudo isso. Até quando ela vai durar? Isso, só vocês podem responder.

sábado, 15 de maio de 2010

Trilogia Millenium - vale (muito) a pena ler

Ano passado tive o privilégio de ler a trilogia Millenium, do falecido jornalista sueco Stieg Larsson. Os livros são todos muito bons, principalmente porque permitem entrar no universo do jornalismo investigativo de qualidade sem precisar de histórias absurdas e sem sentido. É algo como um romance policial que com estória plausível.

Livro 1: Os homens que não amavam as mulheres

Mikael Blomkvist, jornalista da revista Millenium, é contratado por um milionário da indústria sueca para desvendar o provável assassinato da sobrinha deste. Mikael aceita a proposta, e nesta empreitada que vai se mostrando absurda, conhece a genial hacker Lisbeth Salander. Eles, juntos, desvendam o caso. Final feliz, obviamente. Também, qual seria a graça se fosse o contrário?

Stieg Larsson consegue prender o leitor com uma narrativa tensa e cheia de suspense, na qual fica a sensação de que o próximo parágrafo trará a resolução do anterior, mas na verdade o enigma só se entrelaça ainda mais.

Para deixar o texto mais rico, Larsson detalha cena por cena - por isso o livro ser tão grande - permitindo uma visualização por parte do leitor, aguçando a criatividade e envolvimento deste com a trama. Vale destacar ainda a visão romântica que Larsson tem do jornalismo. A revista Millenium se constitui em desvendar grandes fraudes, golpes e abusos de poder na sociedade sueca, sendo por isso temida e agredida por poderosos de todo o Reino da Suécia. Composta por jornalistas altamente íntegros e imparciais, Larsson procura resgatar a verdadeira função do jornalismo, dentro de uma sociedade corrompida pelas tentações capitalistas, o que acarreta em uma imprensa muitas vezes omissa e corporativista. A verdadeira missão do jornalista como profissional perante a sociedade, que é a de mostrar a verdade nua e crua dos fatos, fica explícita no desenrolar na missão de Blomkvist e na produção da Millenium. Blomkvist, inclusive, é processado por um mega empresário sueco (Hans Wennestrom) após publicar na revista uma matéria especial sobre as fraudes deste. Blomkvist perde. Aparece aí mais uma vitória do grande capital sobre a liberdade de imprensa.

Portanto, fica a dica. A leitura é deliciosa, principalmente para quem é estudante de jornalismo ou simpatizante da área. E quem não se encaixa em nenhum desses grupos, leia também. Com certeza vai querer fazer parte de um.

No próximo post, o livro 2!!

Boca Vieja

Como pode o maior bicho-papão das Américas fechar o campeonato local na 16ª colocação? Pois é, o antes temido Boca Juniores agora não passa mais de uma boca velha e desdentada. Nem disputou a Libertadores deste ano...Fechou o Clausura perdendo de 3 a 0 para o Banfield.

A única coisa que tem seus torcedores para se orgulharem é que Martín Palermo, maior artilheiro da história do clube (de acordo com o site oficial do clube, já são 220 gols com a camisa auriazul), tem boas chances de jogar a Copa mês que vem.

Boa sorte a Palermo...e ao Boca na próxima temporada

terça-feira, 11 de maio de 2010

"El loco" Maradona

Não é surpresa para a imprensa mundial que Maradona é uma piada como técnico. Isso se confirmou na lista de convocados para a Copa.

Deixar de fora Javier Zanetti e Esteban Cambiasso não teve o menor sentido. Jogadores de grife, que vêm batendo um bolão em gramados italianos. Inclusive, são finalistas da Champions League! Que técnico do mundo deixaria de fora de sua seleção jogadores dessa tala? Só Maradona mesmo...



E a convocação de Martin Palermo? Confesso que também o convocaria, mas não tendo a minha disposição os artilheiros do Campeonato Espanhol - Messi e Higuaín - além dos talentosos Aguero e Tevez, e o artilheiro Diego Milito, companheiro de Cambiasso e Zanetti na final européia. Não há necessidade de levar mais de cinco atacantes.

Maradona chega à África do Sul pouco respaldado e visivelmente cheio de dúvidas na armação do time. Sua dupla de zaga não está certa, basta lembrar da partida contra o Brasil em Buenos Aires. Otamendi e Sebá DOminguez eram os xerifes no jogo em questão, e este último sequer foi convocado. Ora, creio que contra o Brasil, Maradona escalou o que julgava ter de melhor, certo?

Problemão segue na lateral-esquerda. Não julgo Heinze capaz de jogar por ali contra seleções mais encorpadas. Ao menos que "El Pibe" saque de sua prancheta um talento entre suas convocações de jogadores locais (Pastore, Insaurralde, Rodríguez e Mercier) para preencher o setor à altura da albiceleste.

No mais, o time é muito bom. Num torneio curto como Copa do Mundo, o fator Maradona no relacionamento diário com jogadores, inclusive nas preleções, deve pesar. Qual desses jogadores não ficaria orgulhoso e emocionado vendo o maior ídolo da história de seus país dizer "vamos ganar la copa, ustedes son los mejores, ni que mueran en campo, seremos campeones" etc?

Maradona é meio louco, e sua loucura envolve, inclusive, um pouco de magia. Acredito que vejo os hermanos dia 11 de julho, diante do Brasil, em Johannesburgo.

De resto, a convocação foi boa. F

Ah, Dunga...

Como todo brasileiro, discordo da lista de nosso bom treinador. Alguns jogadores ali não mereciam ser convocados, e tem gente de fora que não podia perder o vôo para a África do Sul. A começar por...

Kléberson! Bom jogador, campeão do mundo em 2002, experiente...Mas de futebol razoável. Bem razoável. Diria que, para fazer essa função de segundo/terceiro homem de meio-campo, já temos o ótimo - sim, ótimo- Elano e o excelente Ramires. A diferença: Ramires é mais habilidoso e rápido, bom para puxar contra-ataques. Elano tem mais qualidade no passe (talvez, tirando Kaká, seja o melhor passe desse escrete canarinho) e visão de jogo. Coisas que faltam ao nosso Kléberson.

Grafite! Bom jogador, artilheiro e campeão na Alemanha. O que foi bem difícil, considerando que seu Wolfsburg não possuía tradição alguma antes de levar a Bundesliga. Bom jogador, mas nem se compara a Adriano. O respeito, força e qualidade que Adriano impõe dentro de campo é de amedrontar qualquer defesa mundial. E quanto a essa história de ele estar fora de forma, não serve de desculpa. Com um mês de preparação, veríamos nosso Imperador voar nos gramados sul-africanos.

Michel Bastos...esse aí foi bem quando chamado. Andre Santos não convenceu, Kléber não convenceu, e esse correu por fora na hora certa. Só acho que valia insistir mais com o talentosíssimo Marcelo, do Real Madrid.

Bom, é isso: Ganso no lugar do Kléberson, Adriano no de Grafite e Marcelo no de Michel Bastos. Mas, de qualquer forma, boa sorte Dunga!

sábado, 10 de abril de 2010

Reflita um pouco...

Já parou para pensar que a maior parcela da culpa, por tudo o que acontece em nossas vidas, se deve a nós mesmos? Nada de acaso, falta de sorte, brincadeira do destino...Se aconteceu, o culpado é você. Simples assim.

^Mas espere!Antes que você pare de ler meu post só porque não escrevi o que é confortavel de ler, eu vou explicar. Somos seres humanos, raciocinamos, logo...fazemos nossas escolhas com base em nossos interesses, sem depender de ninguém. Óbvio que destino e sorte atrapalham ou ajudam de vez em quando, mas você não pode se esquecer de que a escolha é sua. Seu carro colide com outro porque este vinha além do limite de velocidade, mas você foi imprudente, porque não estava atento. Foi demitido porque seu chefe é "tacanho", mas você escolheu esse emprego! Você é assaltado, mas a culpa não é do bandido: é sua, porque passou no lugar errado, e não calculou os riscos.

Portanto, quando sua cidade alaga, a culpa não é só do governo, porque não faz manutenção nos bueiros, nem só da chuva, nem só do destino...você também tem uma grande parcela de culpa nisso tudo! Você escolheu esse governo, você joga lixo na rua todos os dias, e quando não joga, pouco se importa com os outros à sua volta jogando: apenas quer sentir sua consciência tranquila. Como se isso adiantasse de alguma coisa, além de lhe manter alienado.

Se você leu este post até o fim, então concorda em parte com o que escrevi, se não faria como a maioria e acessaria outro site. Agora, reflita: de quem é a maior culpa? Não vou precisar escrever aqui, né!

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Novidades na ciência (para variar): sapos são capazes de nos safar dos desastres ambientais. Sério! Como? Universitários da Open University, Inglaterra, descobriram que esses adoráveis bichinhos têm percepções mais avançadas que nós, humanos, quanto à variações no ambiente. Tremores, sons e variações de temperatura sutis são percebidas, e então os sapos reagem da maneira mais conveniente: fugir.

A curiosidade surgiu quando cientistas perceberam que, algumas horas antes do terremoto em L'Aquila, na Itália, os sapos sumiram do maior lago da cidade. Algo completamente sem sentido, não fosse pelo fato de se sentirem ameaçados por algo...e claro, não poderia ser a versão italiana do Monstro do Lago Ness!

A matéria na íntegra: http://oglobo.globo.com/ciencia/mat/2010/04/01/sapos-podem-ajudar-cientistas-prever-terremotos-outros-desastres-naturais-916227024.asp

Científicos chilenos, a ustedes les doy un buen consejo: crien sapos.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Nem pense em assistir o filme ganhador do Oscar se você quiser ver tanques explodindo, soldados mutilados e outras barbáries de guerra. The Hurt Locke, ou Guerra ao Terror, é um filme com um enfoque diferente dos tradicionais filmes de guerra. Diria até que ele segue uma linha "filosófica".

O filme se baseia muito mais na reação psicológica dos soldados envolvidos no combate, e não na reação física. Ou seja, o que o soldado pensa da guerra, por que ele está envolvido nela, como ele vê sua situação no campo de batalha...



É um filme para se pensar qual o verdadeiro sentido que atribuímos à nossa vida, o que de fato queremos quando nos envolvemos em alguma situação qualquer. Jeremy Renner, corretíssimamente indicado ao Oscar por interpretar o Sgt. James, é o principal elemento da trama neste quesito. Sua missão de desativar bombas se mistura com sede de adrenalina, paixão, ou até mesmo amor ao próximo. Sensações pouco comuns nos campos de batalha, certo? Guerra ao Terror te faz pensar diferente dos velhos paradigmas.

Um filme muito diferente entre todas as tramas do gênero Guerra já produzidas. Poderia ser muito bem incluído, por exemplo, na categoria Drama. Ou até mesmo na categoria suspense. Em Guerra ao Terror, o interesse não é em fazer uma campanha americanista pró-guerra do Iraque, e sim, apresentar como se envolvem os "eus" dos soldados com suas fardas e missões.

sábado, 13 de março de 2010

Cabañas se recupera bem.

Salvador Cabañas já acredita que pode voltar rápido para os gramados. Em entrevista à "Notijeros Televisa", emissora de tv mexicana, o jogador afirmou que já pode chutar bolas, e está quase pronto para voltar aos campos. Ainda internado, sonha frequentemente na clínica em marcar gols na primeira partida quando retornar.



Para quem não sabe ou não se lembra, Cabañas foi baleado na cabeça em um bar na Cidade do México, dia 25 de janeiro. Sua recuperação é tida até agora, principalmente pelos médicos, como surpreendente. Até ping-pong ele anda jogando na clínica! O principal temor, no entanto, é com o fato de o projétil estar inserido no cérebro do jogador. Uma cabeçada, por exemplo, pode lhe trazer sérias consequências.



Bom, com certeza a galera botafoguense que ler essa notícia vai ficar eufórica, né!

quinta-feira, 11 de março de 2010

Springboks

Para quem andou vendo o filme Invictus, certamente ficou com uma singela dúvida na cabeça: afinal, por que a seleção de rugby sul-africana é chamada de "Springboks"? O "oráculo" te responde...



Assim como existem várias espécies de cachorros, existem várias espécies de...antílopes. Sim, ué. Antílopes. São aqueles bichinhos parecidos com cabras, que você provavelmente viu alguma vez no filme do Rei Leão. Lembrou? Vai uma foto aí para ajudar:



Esse aí é o cabra-de-leque, em inglês conhecido como Springbok. Em africâner e holandês, spring significa pulo, e bok significa antílope. Antílope saltador, seria essa a combinação. Originário da região do Transvaal (nordeste da África do Sul, onde inclusive fica a capital sul-africana, Pretória), o Springbok se tornou o animal-símbolo da África do Sul no mundo todo. Tipo a seleção brasileira, já há bastante tempo chamada de "canarinho".

Mistério resolvido!

PS: O "oráculo": http://www.girafamania.com.br/introducao/aprendendo_animais_antilopes1.htm

segunda-feira, 8 de março de 2010

Primeiro post

Como deixa transparecer na URL, neste blog aqui você vai ver assuntos gerais, "generalidades" (tive que tirar o último "e" para poder usar a palavra, não quer dizer que eu não saiba escrever, ok?). Eu sei escrever. Sei sim. É sério.

Dizem que a postagem de abertura é a mais chata, pois é a primeira postagem, é o que vai dar a cara do blog, as pessoas tem que gostar para voltarem e blá, blé, blí, bló, blú! Mas, sei que ninguém está lendo mesmo, então escrevo qualquer coisa para passar o tempo. São 3 horas da manhã, e estou sem vontade de dormir. Aproveitando este gás, fui dar uma fuçada no JB Online, vejo nas manchetes que Adriano está acima do peso (tá, vou contar outra), Joel Santana prevê um "jogo chato" entre seu Botafogo e o São Raimundo do Pará (novidade seria um jogo bom do Botafogo...) e que tem gente temendo pela vida do Arruda (e eu temo que ele se safe dessa!).

Ah, lembrei de uma coisa importante: não levem a sério a máxima "a primeira impressão é a que fica". Aqui, isso não vai dar certo. Pode apostar. Isso é sério também.

E, para finalizar...

Sintam-se em casa!