O direito de greve é constitucional, e irrefutável. Refutável, porém, é a conduta dos rodoviários, ao aderirem a uma greve que procederá em diversas complicações para milhões de cariocas. De todos os diversos atores neste jogo político, desde membros do governo, passando por secretários, presidentes e encarregados da Rio Ônibus além, claro, os próprios rodoviários, estes têm a maior culpa nisso tudo.
Ninguém os obrigou a serem rodoviários. Escolheram essa opção por suas vontades. Nada de pensar em culpar a falta de emprego, ou a situação financeira complicada em que viviam e ainda vivem. Desde o primeiro dia em que dirigiram um ônibus, sabiam de suas obrigações com o dever público de transportar, com segurança e pontualidade, os diversos moradores do Grande Rio. Se um médico opera alguém de maneira negligente por que está cansado no seu plantão, ele será perdoado? Não, pois ele escolheu ser médico. Desde o inicio de sua carreira ele soube de suas obrigações.
Não podemos desconsiderar, porém, a situação que é trabalhar como rodoviário, principalmente o motorista. Encarar tráfegos intensos, em onibus deploráveis, jornadas de trabalho desumanas, ter que dirigir e dar troco...Eles têm todo o direito de reclamar, sim, condições melhores de trabalho. Todas as autoridades responsáveis por avaliar periodicamente essas condições, têm sua parcela de culpa. Não fosse a ganância por lucro e o descaso com o ser humano, não precisaríamos aturar essa greve.Mas, ainda assim, isso não os isenta das responsabilidades com o cidadão carioca.
Rodoviários, não se esqueçam: vocês escolheram, seja lá por qual motivo, essa profissão. Mais respeito com o cidadão carioca. E senhores gestores da Rio ônibus, francamente, sejam inteligentes e respeitem os direitos desses profissionais, que assistimos todos os dias ao seu sofrimento no exercer do trabalho. Não deixemos de lado o bom-senso, pelo bem de nossa Cidade Maravilhosa.
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