Javier Aguirre, assim como em 2001, assumiu um México às portas da eliminação. Reverteu o quadro, apostando na convocação de Cuauhtemoc Blanco, um dos maiores ídolos nacionais. Este, inclusive, ganhou a braçadeira de capitão. A expectativa é que jogue seu belo futebol em gramados sul-africanos, conduzindo os astecas a uma improvável semi-final. 
Nem tão improvável assim. A equipe mexicana tem jogadores de muita qualidade, que vêm de boas atuações na Europa. Guillermo Franco, Giovanni dos Santos e Carlos Vela prometem infernizar a defesa de seus adversários com muita velocidade e dribles. Ainda tem os zagueiros Carlos Salcido, Ricardo Osório e Franco Rodríguez, liderados pelo ótimo Rafael Márquez. Andrés Guardado e Jonathan dos Santos têm qualidade suficiente para fechar o meio-campo com Gerardo Torrado. O que pesa contra o esquadrão asteca é a baixa estatura de seus jogadores contra a Inglaterra, deu para sentir bem isso.
Aguirre tem tido bastante tempo para preparar e entrosar seu grupo de jogadores. Como a maioria de seus 30 pré-convocados atua no México, foi organizado um calendário especial pela federação para que o Campeonato Mexicano acabasse mais cedo. Pode estar aí o diferencial para uma grande campanha.
Contra uma França mal-organizada, um Uruguai irregular e uma África do Sul desprovida de qualquer talento, as chances de um primeiro lugar no Grupo A são consideráveis. O cruzamento do com o Grupo B será entre Grécia, Nigéria e Coréia do Sul (a Argentina, apesar de todos os problemas, deve ser a campeã do grupo). Passadas as oitavas, que se cuidem Inglaterra, Gana, Alemanha e Estados Unidos - são esses os prováveis adversários. Em mata-mata de Copa, não existe favorito, e Aguirre já avisou que "temos chances de vencer a qualquer um, e chegar longíssimo neste mundial, fazendo a maior campanha de nossa história". Eu acredito.
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