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quarta-feira, 6 de junho de 2012
A hora de voltar a ser grande?
Essa é a pergunta que os torcedores do Galo e todos os aficionados por futebol se fizeram após o anúncio da contratação de Ronaldinho Gaúcho. Birutice do presidente Alexandre Kalil? Ou um “projeto” ousado para recolocar o clube entre os grandes do futebol brasileiro? Problemas para Cuca? Ou solução para ele e uma equipe carente de grandes jogadores? Vamos a uma breve análise:
O time atleticano parece bom e bem acertado. Mais um trabalho do competente Cuca, um dos técnicos mais injustiçados do futebol brasileiro, que encaminhou uma equipe completamente desencontrada e incompetente a uma grande campanha no segundo turno do Brasileirão do ano passado (o Galo ficou em xxxx lugar) continuando na primeira divisão. Campeão mineiro deste ano, Cuca sofre com problemas na montagem do elenco, como qualquer treinador no Brasil. Mas as perspectivas são promissoras para este campeonato.
O elenco
Os goleiros Renan Ribeiro e Giovanni são uma incógnita. Mas laterais, ocupadas por Marcos Rocha e Júnior César, estão bem-servidas. Na esquerda, inclusive, Júnior César tem a sombra de Triguinho. Parece pouca coisa, mas veja aí quantos times no Brasil tem bons laterais. Pois é. A zaga também não fica atrás: Rever e Léo Silva dispensam comentários. E o execrado pela torcida botafoguense Rafael Marques é um suplente de respeito.
O meio-campo conta com o (muito bom) volante Pierre (um dos pilares da consistência defensiva do Galo no segundo turno do Brasileirão passado), os experientes Richarlyson, Dudu Cearense e Leandro Donizete (este incluso na seleção do campeonato mineiro), além das crias da base Serginho e Filipe Soutto (fiquem de olho neste rapaz, pessoal). A criação das jogadas ficará a cargo de Ronaldinho Gaúcho, junto de Escudero, Mancini e outro jovem muito promissor: Bernard.
Opções para o ataque também não são escassas: André (ex-Santos), Jô, Neto Berola, Guilherme e Danilinho. O que esses cinco têm em comum? Não vingaram em suas incursões no futebol internacional (o que, obviamente, lhes diminui a credibilidade), mas são notadamente jogadores de qualidade, que podem surpreender no campeonato.
Relação técnico-presidente
Como vocês viram, o elenco não é um primor. E o respaldo de Cuca junto à diretoria é alto, muito alto, situação bem diferente de Luxemburgo no Flamengo. Se Ronaldinho Gaúcho entrar em rota de colisão com o treinador, cai o dentuço. Fato.
Além do mais,o presidente Kalil, torcedor fanático do clube, tem muito mais energia e pulso firme que uma Patrícia Amorim claramente preocupada com o ano de eleições, tanto no clube quanto para a Câmara Municipal (ela é vereadora pelo PSDB). A dispensa de Ronaldinho seria um desgaste forte para sua imagem, apesar das travessuras do dentuço. Se o comportamento irresponsável de Ronaldinho se repetir em BH, por outro lado, não vai ter moleza: Kalil e Cuca botam o Gaúcho para fora do clube, e com apoio da torcida.
Outro detalhe interessante foi o pouco destaque dado ao Gaúcho: nenhuma apresentação pomposa, a manutenção da camisa 10 com Guilherme - Ronaldinho utilizar a 49 – e a braçadeira de capitão, um cargo extremamente importante dentro de qualquer clube de futebol e banalizado na Gávea, continua com Rever.
Esse choque de realidade, aliada à vontade de Ronaldinho de mandar um “cala-boca” para Patrícia e a cúpula rubro-negra, podem ser decisivas para um bom desempenho do craque e, conseqüentemente, uma grande campanha do Atlético.
Animem-se, atleticanos. Preparem suas gargantas para entoar “Clube Atlético Mineiro, galo forte e vingador” com mais respeito e orgulho. Um semestre promissor lhes aguarda.
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