
Esse mal não é exclusivo do Brasil. Na Argentina, após a eliminação da seleção local na Copa América, especula-se na imprensa a demissão do técnico Sergio Batista. Pior do que a campanha na competição foi o futebol apresentado pelos argentinos. Pesou contra Batista o fato de a Argentina ser o país-sede, e a atmosfera no país em torno desta competição estar carregada pela expectativa de se quebrar o jejum de títulos em casa. A última conquista oficial dos hermanos foi em 1993, na Copa América do Equador.
Mais uma vez, a Argentina montou um grupo repleto de bons jogadores (Aguero, Tevez, Higuain, Pastore, Lavezzi, Mascherano, Zanetti, Cambiasso, e principalmente Messi, todos consagrados em seus clubes) que não se traduz em um bom time. Mesmo com tantos craques, a equipe não fez bons jogos contra Bolívia e Colômbia, só engrenando contra o sub-22 da Costa Rica, que não serve de parâmetro dada sua fragilidade. Contra o Uruguai os hermanos também tiveram boa atuação, mas esbarraram na brilhante atuação do goleiro Muslera.
Vale ressaltar que é difícil hoje em dia, para qualquer técnico de seleção nacional, montar um time com poucos períodos para treinos e jogos. A Argentina está em um período de transição, pois junto com a mundança de técnico veio a troca de vários jogadores da Era Maradona. Para se ter uma ideia, dos 23 convocados para a Copa América, 11 não estiveram na África do Sul. Quanto ao time titular, o único jogador de defesa mantido foi o goleiro Romero. Desesa esta, inclusive, muito criticada pela imprensa, principalmente no jogo aéreo. Não fossem as boas atuações de Romero e o desastre seria pior.
Pode-se dizer que faltou sorte para os argentinos. Que sentiram a pressão de jogar em casa, lhes faltou raça (principalmente Messi...). Tudo isso pode ter ajudado na derrota, contudo o mais racional seria dizer que a albiceleste sentiu a falta de entrosamento por ser um time ainda em formação. E isso não é culpa exclusivamente de Batista, mas como já nos acostumamos a ver por aqui, ele que vai pagar o pato.
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