Li agora há pouco que Jürgen Klinsmann, técnico da Alemanha na Copa de 2006 e atualmente comandante da seleção norte-americana de futebol, deu conselhos a Mano Menezes em sua palestra ontem, no Footecon. Falando de sua experiência no comando da seleção anfitriã em 2006, destacou a montagem de uma equipe consistente, a moldagem da mentalidade dos jogadores e a aproximção com o povo local.
Consistência essa um tanto distante do time de Mano. A seleção tem se destacado muito mais pelas atuações apagadas do que pela formação de uma base consistente. Um time que desanima o torcedor com pouca inspiração e até mesmo uma certa displicência dos jogadores. É convocada uma diversidade de jogadores contestáveis, sob a tutela do "projeto 2014", deixando jogadores melhores e um pouco mais velhos de fora. Isso para não falar das suspeitas de comissões destinadas a Mano Menezes pela convocação de certos nomes vendidos à Europa.
A inconsistência da equipe ficou gritante na pífia participação na Copa América. Eliminada nas quartas-de-final, a equipe bicampeã se despediu sem demonstrar um bom futebol em momento algum, talvez alguma coisinhoa contra o Paraguai, o que não se converteu em gols e terminou em uma derrota ridícula nos pênaltis (não converter nenhuma das quatro cobranças é dose).
Os amistosos disputados são, em sua maioria, fora do país. Apenas três amistosos sob o comando de Mano Menezes foram disputados no Brasil: Holanda (0 a 0 em Goiânia), Romênia (1 a 0 em São Paulo, na despedida de Ronaldo) e Argentina (2 a 0 no Para, pelo Superclássico das Américas). Dos outros treze, três foram na Inglaterra, dois em Doha e um em Abu Dabi, devido aos interesses da empresa japonesa Kentaro, dententora dos direitos de negociar os amistosos do Brasil. Temos que nos contentar em assistir pela TV, pois os interesses econômicos de Ricardo Teixeira (o mesmo já se declarou a personificação da CBF) pesam mais.
Mano esteve presente e ouviu os conselhos. Se Ricardo Teixeira também compareceu à palestra de Klinsmann, eu não sei. Mas seria muito bom se lá estivesse, ouvisse com muita atenção e, quem sabe, mudasse um pouco suas ideias sobre a seleção. Apesar de que, em se tratando de Ricardo Teixeira, talvez seja pedir demais.
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