Caminhava em direção à minha aula de economia , desta vez no 10º andar, quando me deparei com uma cena rara: o reitor da nossa UERJ, Ricardo Vieiralves, sentando num banquinho do hall de Psicologia conversando com alunos. Não parece raro essa postura agora, em período de eleições. Raros, sim, são os momentos em que nosso reitor está disponível, super acessível para dialogar com os uerjianos.
Tão acessível estava que eu consegui lhe fazer uma pergunta. Oportunidade rara, pensei. Dentre tantas , escolhi saber o porquê de sua ausência no debate promovido pelos alunos do 9º andar (História, Filosofia e Ciências Sociais), nesta última quinta-feira, com a presença da chapa de oposição (Pavão e Pedro Senne). Sua voz branda e aparência relaxada rapidamente foram trocadas por uma um tom de voz mais agressivo e carregado de ironia. "Mas, que debate é esse? Eu não sei de debate nenhum", retruca, arrancando risos da platéia. Então lhe digo do acontecimento de sexta, esperando uma resposta coerente, uma explicação digna de um reitor. Eis que ele solta um "não fui convidado por ninguém...foi bom este debate?", arrancando mais risos de sua plateia. Então ele encerra seu diálogo e vai embora.
Diz ele que não foi convidado...convenhamos, é difícil de acreditar, ainda mais depois de presenciar sua ida ao 12º andar, onde sofre (e como sofreu ontem...) maciça rejeição dos alunos . Dessa vez, foi mais seletivo com sua plateia, permitindo apenas a entrada à RAV 122 de professores e alguns alunos com uma tal camisa da "Ativação", um grupo de oposição à atual gestão do CA de Pedagogia. Mas nem estes puderam entrar, barrados pelos outros estudantes, que lotaram a entrada da RAV entoando protestos de todo tipo ao todo-poderoso da UERJ. Uma aluna disse ter apanhado de um dos seus seguranças. Mas até que a saída do reitor foi bem tranquila, exceto alguns palavrões (Ei, reitor, vai tomar no c...) proferidos pelos demais presentes.
A acessibilidade no 10º andar, onde deve se sentir em casa, passou longe do 12º. Apesar de a RAV ser um local pequeno, creio que deveria fazer seu discurso num local mais amplo, pois já devia imaginar a repercussão de sua ida ao 12º. Ou então, era melhor nem ter aparecido, ué.
Durante a manifestação alguém soltou a ideia de um debate no Teatrão. O local seria perfeito, com 1.106 lugares para alunos, técnicos e professores. Imaginei uma faixa, na entrada da UERJ, escrito "debate com o reitor, às 19h, no Teatrão - Teatro Odylo Costa Filho". Acho que muita gente ficaria até de pé, lotando escadas e corredores. Seria, sem dúvida, um grande acontecimento.
Se alguém aí pilhar de organizar o debate, por favor, não se esqueça de chamar o Ricardo Vieiralves, tá?
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