Estive ontem à noite no que seria o debate entre os candidatos à reitoria para o quadriênio 2012-2015: nosso atual reitor, Ricardo Vieiralves e seu vice, Volpato, defenderiam sua atual gestão frente aos questionamentos dos professores Pavão e Pedro Senne, candidatos a reitor e vice-reitor, respectivamente, pela chapa da oposição.
Simplesmente não houve debate, pois a reitoria não compareceu ao evento. Uma pessoa ligada à organização disse-me que o reitor não considera o debate em questão "consensual". Na verdade, ele já se considera vencedor desta eleição, por isso mais uma vez "cagou" para os alunos da UERJ, o que não vem a ser novidade, né? Mas ainda assim o evento foi bastante produtivo: a chapa de oposição teve a oportunidade de responder a várias perguntas dos presentes ao auditório, que infelizmente eram poucos (acho que uns 80 a 100).
Não me surpreende o clima de "já ganhou" no gabinete da reitoria. Com pesos diferentes atribuidos a alunos, técnicos administrativos e professores, Ricardo Vieiralves terá sua missão facilitada. Isso talvez explique o desinteresse da maioria dos uerjianos. Eis os diferentes pesos dos votos:
Alunos - peso 1
Técnicos Administrativos - peso 7 (!!)
Professores - peso 14 (!!!)
Some-se a isso uma série de agrados distribuídos por nosso "digníssimo" reitor: vale-transporte e ticket refeição aos funcionários, prometeu aos professores a tão sonhada Dedicação Exclusiva (apesar de ainda não ter saído, tudo caminha para que esta ocorra já no ano que vem), além de garantir a manutenção de certos cargos de confiança (por exemplo, as sub-reitorias). Com essas e outras vantagens, tem muito funcionário e professor a favor de sua reeleição. Os votos "pesados" parecem, em sua maioria, garantidos.
Essa proporcionalidade escrota se explica da seguinte forma: se todos, exatamente TODOS os alunos da UERJ, TODOS os professores e TODOS os funcionários votassem, os três segmentos teriam EXATAMENTE o mesmo peso. Mas, na prática, isso está looonge de acontecer. Professores e funcionários, salvo exceções, votam pensando no próprio bolso e outros benefícios. E os alunos, em sua imensa maioria, sequer se lembram de votar, ou então desdenham de seu próprio poder de decisão com um peso tão insignificante nas urnas. Ora, se os alunos, tããão insatisfeitos com o reitor, resolvessem votar, talvez essa eleição tomasse outro rumo! Uma votação em massa, por parte dos alunos, tende a reverter o quadro, já que nosso reitor, se conta com a maioria, não chega a ser unanimidade nos outros dois segmentos. Portanto, TEMOS que votar dias 25, 26 e 27.
Pessoal, vamos votar! Essa é a hora de algo diferente acontecer na UERJ.
Nossa, somente peso 1 para os alunos... um absurdo!
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