Muito se fala no futebol da seleção espanhola como o melhor do mundo. Afirmação justa e indiscutível. Mas, como sempre, a imprensa busca teorias exageradas que expliquem o sucesso dos espanhóis. Já li e ouvi sobre CT mágico do Barcelona, seleções de base que copiam o padrão de jogo da seleção principal, inserção correta e moderada dos jovens nas equipes principais etc.
Portanto, quando a equipe olímpica espanhola pisou os gramados do Hampden Park, em Glasgow, para o duelo contra o Japão...se esperava um massacre! O toque de bola encantador da "escola espanhola" se sobreporia fácil, fácil diante dos limitados nipônicos.
Mas os comentaristas, jornalistas, especialistas e outros "istas" de plantão se esqueceram que ali não estavam Xavi, Xabi Alonso e Iniesta. Os motores do time espanhol que encanta o mundo e a verdadeira resposta para as teorias sobre o sucesso espanhol.
Estavam, sim, jovens muito promissores, como Juan Mata, Javi Martínez, Koke, Isco, Ander Herrera...mas nenhum deles joga "like a Iniesta/Xavi".
Portanto, por que esperar do sub-23 espanhol o mesmo rendimento do time principal. Os garotos não tem metade do entrosamento desta avassaladora Fúria campeã de tudo. Ainda assim, obviamente, tentaram jogar no estilo da seleção sênior mas, sem o entrosamento e a categoria das feras de Barcelona e Real Madrid, obviamente não foi tão fácil. Bastou um pouco de correria dos japas e a defesa espanhola se mostrou perdidinha, perdidinha. Aliás, o time todo se mostrou sem recursos e teve muita sorte de não ser massacrado pelos japas.
O time espanhol se mostrou para lá de comum. Pensavam ser o talento dos atuais campeões mundiais e europeus repassado através das camisas e só se tocaram da real quando não conseguiam furar a retranca japonesa com a facilidade dos seus mentores. Resultado: jogaram como qualquer timezinho, cruzando bolas na área a torto e direito ou chutando da maneira como a bola aparecia na frente.
Num grupo com HOnduras e Marrocos, se espera que a Espanha avance junto ao Japão. Mas a partida de ontem serviu para quebrar o status da Espanha de novo grande-super-mega formador de jogadores, e evidenciou o que ninguém queria enxergar: a Espanha é o que é hoje devido à excepcional geração que dispõe no momento, nada mais do que isso. Talento, meus amigos, não é hereditário nem se passa por tecido de camisa.
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