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quinta-feira, 15 de março de 2012

Direito de resposta na mídia = censura? Nada disso.

A Comissão e Constituição de Justiça (CCJ) do Senado aprovou, nesta quarta-feira, o direito de resposta a pessoas e empresas que se sentirem ofendidas por veículos de comunicação. A solicitação do ofendido tem prazo de 60 dias, contados a partir da publicação da matéria.

COntudo, o espaço na publicação não deverá carregar os exatos argumentos do ofendido. A forma como será cedido o espaço para a resposta pode variar, mas o que importa é que os veículos terão de ser mais responsáveis em suas matérias jornalísticas e "jornalísticas". Principalmente nas editorias de política e celebridades, onde críticas a políticos são diárias e hipóteses a respeito da vida de famosos são publicadas como verdades absolutas.

O senador Pedro Taques (PDT-MT), relator do regulamento, não considera a medida um ataque à liberdade de imprensa: "A liberdade de imprensa deve ser ressaltada, cultuada por todos nós. Agora, liberdade rima com responsabilidade".

Espero não assistir uma bravata da grande mídia acusando os parlamentares de tentarem censurar a imprensa, apesar do bem colocado argumento do senador. Na verdade, torço para não ver, pois é pule de dez que muitos veículos não vão engolir a medida a seco. Afinal, não é mistério para ninguém que alguns deles vivem de fazer denuncismos Brasil a fora.

Se a medida pegar, os índices de desemprego na classe jornalística vão crescer um bocado.

Para ficar mais por dentro, vale dar uma olhadinha nesta matéria do jornal O Globo: http://migre.me/8ihdR

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